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Regulamento Artístico

APRESENTAÇÃO
DAS FINALIDADES
DOS OBJETIVOS
DOS PARTICIPANTES
DAS INSCRIÇÕES
MODALIDADES
DAS COMISSÕES AVALIADORAS
DAS MODALIDADES E CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
CARTA DE SANTA CATARINA

 
      
 APRESENTAÇÃO                          


A Diretoria do MTG-SC, através do Departamento Artístico, objetivando disciplinar e tornar homogêneas as atividades artísticas praticadas no Estado de Santa Catarina, oportunizando assim uniformidade e consequente igualdade de condições entre todos os tradicionalistas gaúchos, resolve reeditar o presente REGULAMENTO, que passará a vigorar em todo o território catarinense, no prazo de 30 (sessenta) dias contados da sua aprovação, ou seja, 20.02.2016.


O presente documento, que mereceu revisões necessárias e imprescindíveis em sua forma didática e redacional, restou reformulado em muitos de seus aspectos, contudo, sem  prejuízo do mérito e essência de normativos já consagrados. Contempla todas as alterações ocorridas a partir da edição da sua versão primitiva, até a presente data, resultantes de exaustivas discussões, debates e aprovações pertinentes havidas ao  longo do tempo, culminando com sua aprovação integral em Convenção Tradicionalista realizada em 14 .04.2016, na forma dos artigos 25 e 26 dos Estatutos Sociais do MTG-SC.


Apresenta também um novo formato, com a finalidade de facilitar sua mais ampla divulgação, manuseio, interpretação e, sobretudo rigorosa observância e aplicação.


Doravante as alterações que se sucederem passarão a integrar, imediatamente após as respectivas aprovações, a matriz que é mantida no Site do MTG-SC (www.mtgsc.com.br), que, por sua vez, fará a inserção nota/aviso alertando sobre o fato.


Afigura-se recomendável, assim, que todos os tradicionalistas interessados acessem periodicamente à referida página, de sorte a resgatar eventuais modificações, transportando-as para os exemplares que detenham, mantendo-os convenientemente atualizados.


Todas as entidades filiadas (CTG´s, Piquetes, etc...) receberão um exemplar deste Regulamento, cabendo aos respectivos Patrões a responsabilidade e obrigação de promover sua mais ampla divulgação perante todos os integrantes de seus quadros associativos, para prevenir responsabilidades e para que ninguém possa alegar desconhecimento.


Diretoria do MTG/SC Gestão 2014/2017 




  CAPÍTULO l  

DAS FINALIDADES


Art. 1º - O MTG-SC através do Regulamento Artístico tem por finalidade a preservação das Artes e da Cultura Gaúcha de Santa Catarina.


Art. 2º - Organizar e desenvolver o Movimento  Artístico  nas diversas modalidades e categorias previstas neste regulamento.


Art. 3º - Promover concursos nos níveis Interno (Rodeios), Regional (Festivais) e Estadual o FECART (Festival Catarinense de Arte e Tradição Gaúcha).


Nível Interno: Sua realização é de responsabilidade do CTG ou entidade promotora.


Nível Regional: Sua realização a cargo da Coordenadoria Artística Regional.


A Nível Estadual: Sua realização é de inteira responsabilidade do MTG-SC, através do Diretor do Departamento Artístico, juntamente com a Diretoria do MTG-SC.


Art. 4º - O FECART (Festival Catarinense de Arte e Tradição  Gaúcha) deverá ser realizado  na cidade de Lages nos anos ímpares e nos anos pares nas outras regiões tradicionalistas sucessivamente obedecendo a ordem crescente, acontecendo uma vez no litoral e a outra no oeste/centro-oeste.


Os municípios terão até a data de 30 de maio dos anos ímpares para candidatar-se a sede do FECART do ano seguinte, através do Coordenador Artístico Regional, para que no final do FECART (Lages) seja divulgado o local do FECART seguinte.


Estarão concorrendo a sediar o FECART os municípios pertencentes a R.T. contemplada, que se inscreverem dentro do tempo determinado por este artigo, e apresentarem as melhores condições de infraestrutura e serão avaliadas por comissão formada por membros dos departamentos artístico e cultural.




  CAPÍTULO II  

              DOS OBJETIVOS


Art. 5º - Promover encontros para debater sobre os assuntos relacionados com a Tradição Gaúcha Catarinense. O compromisso com as Gerações, a História, o Folclore, o Artesanato, a Sociedade e o Futuro. E está acima dos interesses individuais, por isso a busca dos valores.


§1º - Abrir espaço para o aparecimento de novos grupos e talentos, para fortalecer ainda mais o meio artístico catarinense.


§2º - Estimular o intercâmbio cultural entre as entidades tradicionalistas de Santa Catarina, as quais asseguram a credibilidade e a vontade firme de atingir os objetivos do tradicionalismo.


§3º - Premiar os talentos que melhor atenderem aos propósitos deste regulamento, dentro da mais pura liberdade e compromisso com a nossa sociedade.




  CAPÍTULO III  

DOS PARTICIPANTES


Art. 6º - Poderão participar nos eventos artísticos e concursos tradicionalistas de Santa Catarina, os candidatos inscritos por entidade filiada ao MTG-SC, portadores de carteira tradicionalista pela mesma (entidade), que se propuserem a obedecer às normas deste regulamento e a nomenclatura Hierárquica do Estatuto do MTG-SC.


§1º - Todo Peão ou Prenda vinculado ao um CTG ou Grupo folclórico, somente poderá  participar por  outra entidade congênita após 01 (um) ano de sua rescisão, ou  com a  liberação  por  escrito  do Patrão da Entidade, nesse caso, a transferência é imediata.


Uma vez solicitada à transferência (imediata), o participante não poderá requerê-la novamente antes de cumprir a carência de 01 (um) ano de sua rescisão, salvo os casos comprovados de mudança de residência ou domicilio, e os casos especiais que deverão ser analisado pelo Coordenador Artístico Regional.


A transferência quando não aceita pelo Patrão, deverá ser solicitada ao Coordenador Artístico Regional através de ofício, sendo que o prazo de um ano será contado a partir da data do recebimento pelo Coordenador, através de A.R. (aviso de recebimento) ou em mão próprias através de ciência (data e assinatura). No caso de pretender nova transferência dentro deste lapso temporal (um ano), a mesma só será procedida pelo MTG/SC, mediante o pagamento de uma taxa pecuniária equivalente a 01 (um) salário mínimo vigente na ocasião.


ÚNICO – É ABSOLUTAMENTE PROIBIDA A QUALQUER PESSOA VINCULADA A ALGUMA ENTIDADE FILIADA AO MTG – SC , DE MANTER TAMBÉM VINCULAÇÃO PARALELA COM ENTIDADES FILIADAS A MTGs DE OUTROS ESTADOS DA FEDERAÇÃO. (Convenção de 14/04/16 – igual regulamento campeira)


§2º - Poderão participar, individuais ou em conjunto (danças e conjuntos vocais), apenas os artistas amadores que estejam representando entidades filiadas ao  MTG-SC,  e/ou  apresentar  a  carteira tradicionalista nacional (CBTG) por uma entidade catarinense.


São considerados amadores, para efeito de participação nos Concursos Individuais, os candidatos que, eventualmente, tenham participado como integrantes de grupos que se apresentam mediante remuneração e/ou participação de gravações fonográficas, individuais ou coletivas.


Poderão participar, também, nos Concursos, apenas como integrantes para acompanhamento musical dos grupos de danças, músicos profissionais, e que possuam identidade tradicionalista do MTG-SC, e/ou apresentar a carteira tradicionalista nacional (CBTG).


§3º - Para o FECART- Festival de Arte e Tradição Gaúcha, cada entidade filiada poderá inscrever três (03) concorrentes nas  modalidade  artísticas  individuais  e  por  categoria.  Na  fase  Interna (Rodeio) e Regional, fica a critério de cada órgão promotor o número de inscrições por entidade.


§4º - As entidades tradicionalistas, bem como os seus participantes, deverão estar com suas obrigações (Anuidades) regularizadas junto ao MTG-SC, para poder participar dos eventos regionais e estaduais de Santa Catarina.


§5º - Na fase Estadual (FECART) será permitida a participação do mesmo concorrente no máximo em três (03) modalidades, consideradas individuais, previstas neste regulamento. Os concorrentes das modalidades de Danças Tradicionais e Danças Birivas (Coletivas) não serão considerados nesta soma. Nos Rodeios, fica a critério de cada órgão promotor.


§6º - Todos os concorrentes deverão apresentar-se no palco trajado indumentária gaúcha correta, inclusive para receber a premiação. 


Art. 7º - Em todo o Estado de Santa Catarina, os concorrentes artísticos terão as seguintes categorias: Categoria Pré-Mirim: até o final do ano em que completar 9 anos.


Categoria Mirim: até o final do ano em que completar 13 anos.


Categoria Juvenil: de 13 (treze) até o final do ano em que completar 17 anos. Categoria Adulta: de 17 (dezessete) anos até o ano em que completar 30 anos. Categoria Veterana: Mínimo de 30 (trinta) anos


Categoria Xirú: Mínimo de 40 (quarenta) anos – ESTA MODALIDADE É SOMENTE PARA A CHULA


§1º - Em grupos de danças, concorrentes com idades de Pré-Mirim e Mirim poderão participar na Juvenil, concorrentes com idade de Juvenil e Veterano poderão participar na Adulta, concorrentes com idade de Adulto NÃO poderão participar na Veterana, SE NÃO TIVEREM A IDADE MÍNIMA (30 ANOS).


Nos CONCURSOS INDIVIDUAIS os concorrentes poderão fazer a seguinte opção:


Participar na categoria conforme sua idade ou numa categoria acima, exceto a categoria Adulto. Depois de escolhido em qual categoria participará, o candidato deverá fazê-lo em todas as modalidades individuais que participará no mesmo evento.


O concorrente que já tiver idade de veterano poderá optar em participar dos concursos individuais na sua categoria, ou caso prefira, poderá concorrer na categoria adulto


§2º - Os concorrente individuais da categoria Pré-mirim poderão participar da categoria mirim, a categoria veterano poderá participar da categoria adulta e a categoria Xirú (CHULA) poderá participar da categoria veterano ou adulto, quando não houver a sua modalidade no evento



  CAPÍTULO IV  

     DAS INSCRIÇÕES


Art.  8º  -  As  inscrições  serão  gratuitas  e  deverão  ser  realizadas  por  intermédio  de  uma  entidade filiada ao MTG/SC.


§1º - Toda ficha de inscrição deverá conter o número da identidade tradicionalista de cada concorrente, a qual será exigida e verificada também no momento da sua apresentação.


§2º - Nas Fases Interna e Regionais (Rodeios e festivais), a inscrição poderá ser feita pelo Patrão (Posteiro da Artística), Patrão Geral e Coordenador Regional. Na Fase Estadual a inscrição deverá ser feita pelo (a) Coordenador(a) da Região.


§3º - As Entidades Tradicionalistas (CTGs) deverão confirmar as inscrições para o FECART (Festival Catarinense de Arte e Tradição Gaúcha) com 30 (trinta) dias de antecedência, as inscrições realizadas após esta data serão ignoradas pelo MTG-SC.



  CAPÍTULO V  

       MODALIDADES


Art. 9º - As modalidades oficiais dos concursos artísticos de Santa Catarina são: Danças Tradicionais (Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano) nas Forças A e B.


Danças Birivas do Tropeirismo Gaúcho (NÃO SENDO PERMITIDO AGRUPAMENTO-Resolução 002/2015)


Chula (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto, Veterano e Xirú) – OBS: CATEGORIA XIRÚ IDADE MÍNIMA 40 ANOS


Declamação Peão e Prenda (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterana)


Causo (Categoria Única) Violino (Categoria Única)


Rabeca (Categoria Única)


Gaita de Boca (Categoria Única) Trova Mi Maior (Categoria Única)


Trova do Martelo (Categoria Única)


Conjunto Vocal (Categoria Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Intérprete Vocal Peão e Prenda (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Gaita de Botão Até Oito Baixos (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Gaita de Botão Mais de Oito Baixos (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Gaita Piano (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano).


Violão (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano) Viola de 10 ou 12 cordas (Categoria Única)


Chula Trio (Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Poesia Inédita (Categoria única)


Mais Prendada Prenda (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)


Danças Gaúchas de Salão


§1º - Na Fase Estadual (FECART), para que se realize qualquer das modalidades acima, deverão estar inscritos, no mínimo, dois (02) participantes, exceto os caso descrito no parágrafo abaixo. Não sendo alcançado este número, a Comissão Organizadora poderá, a seu critério, convidar os inscritos para apresentarem-se a título de demonstração, devendo os mesmos receber troféus de participação especial.


§2º - No caso do FECART os grupos de danças da FORÇA B apresentam-se uma única vez apenas para definição dos campeões da categoria, sem direito a participar do Nacional (FENART). Ficam, porém, obrigados a participar da FORÇA A no próximo ano (Os campeões das categorias). O requisito mínimo de grupos para a realização do concurso de danças em cada categoria de FORÇA fica definido em 3 (três), ou seja, se não houver inscrição de pelo menos 3 grupos na FORÇA A ou B, unificar-se-á todos na FORÇA A.


Art. 10 - Todo evento tradicionalista “rodeio” deverá constar na sua programação de no  mínimo quatro (04) modalidades previstas no artigo 9º deste regulamento e quando houver fase classificatória, ficará a critério da organização do evento a decisão se a nota da fase eliminatória será somada a nota da fase final ou zerada.


Art. 11 - Os itens “1” (DANÇAS TRADICIONAIS), “3” (CHULA), “4” (DECLAMAÇÃO) e “12” (INTÉRPRETE VOCAL) do artigo 9º, quando realizados, deverão ser desenvolvidos obrigatoriamente em qualquer evento tradicionalista com as categorias previstas no artigo 7º deste regulamento.


Art. 12 - Para cada apresentação em palco será sorteada a ordem de entrada dos concorrentes (por entidade), sempre na última reunião antes do evento (FECART). Para os demais Rodeios e Festivais ficará a critério do órgão promotor.


Para as categorias individuais a ordem de apresentação é inversa ao das danças.


As entidades que apresentarem três concorrentes deverão fazê-la seguindo a ordem alfabética.


Art.  13  -  O  número  de  concorrentes  classificados para  a fase final  no  FECART  (Festival Catarinense de Arte e Tradição Gaúcha), será de oito (08) participantes para a modalidade “1” do artigo 9º (DANÇAS TRADICIONAIS); Seis (06) participantes para a “3” do artigo 9º (CHULA), e para  as  demais  modalidades  classificará  cinco  (05)  por categoria e modalidade. Nos Rodeios e Festivais, fica a critério de cada órgão promotor.


Art. 14 - As notas da fase eliminatória será zerada para a fase final nos concursos individuais e coletivos.



  CAPÍTULO VI  

DAS COMISSÕES AVALIADORAS


Art. 15 - As comissões avaliadoras serão constituídas por um número de até 5 (cinco) pessoas e a revisora por um número mínimo de 2 (duas) pessoas, todas elas indicadas pelo Diretor Artístico do MTG-SC e os representantes das entidades artísticas, na Fase Estadual, e pelo patrão da Entidade, na fase interna.


§1º  -  Cada comissão avaliadora indicará dentre os que compõem a mesa, um presidente da comissão e a esta compete:


-Orientar os trabalhos da comissão;


-Cumprir e fazer cumprir as determinações deste regulamento;


-Decidir sobre os casos omissos junto a Comissão Central na fase Estadual, e junto a Comissão Organizadora no Rodeios de Nível Interno ou Regional.


&2º  –  As  comissões  avaliadoras  estarão  dispostas  em  mesa  única  e  ao  final  do  evento  são  soberanas  na homologação dos resultados.


  CAPÍTULO VII  

DAS MODALIDADES E CRITÉRIOS DE JULGAMENTO



SEÇÃO PRIMEIRA (1ª.) - DO CONCURSO DE MAIS PRENDADA PRENDA


Art. 16 - O concurso da mais prendada prenda será realizado nas categorias Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulta e Veterana.


É condição indispensável ser associada a uma entidade tradicionalista filiada ao MTG do seu estado; Cada entidade poderá inscrever até 03 candidatas por categoria;


A  avaliação  será  realizada  por  uma  comissão  composta  de  03  integrantes  escolhidos  pelos organizadores do


evento. No caso do FECART, a comissão poderá ser composta pelas Primeiras Prendas Adulta do MTG-SC; A  vencedora  será  detentora  do  título  até  o próximo  rodeio,  onde  passará  a  faixa  para  sua sucessora;


Na   prova   artística   a   concorrente   poderá   optar   por   duas   modalidades   artísticas   (danças  tradicionalistas, declamação, canto, instrumento musical, relato de lenda);


Na manifestação verbal, com duração de 5 a 15 minutos, a candidata deverá discursar sobre Folclore, Tradição e Tradicionalismo, de acordo com o conteúdo programático constante do Regulamento do Regulamento do Concurso de Prendas do MTG-SC, de acordo com sua categoria, ser sorteado no local do concurso;


O sorteio da ordem de apresentação será efetuado 30 minutos antes do início do concurso, nesse momento  será sorteado o assunto da primeira prenda a se apresentar.  Os assuntos  das  próximas prendas a se apresentarem serão sorteados em intervalos de 30 minutos para cada uma;


A candidata deverá apresentar e desenvolver um artesanato, de sua livre escolha;


A comissão avaliará as candidatas em um total de 100 pontos divididos da seguinte forma:


-20 pontos para manifestação verbal;


-20 pontos para prova artística;


-20 pontos para artesanato;


-20 pontos para desenvoltura, comunicação e vocabulário;


-10 pontos para postura e comportamento;


-10 pontos para indumentária, respeitando-se as diferenças regionais.


SEÇÃO SEGUNDA (2ª.) - DAS DANÇAS TRADICIONAIS


Art. 17 - As danças desta modalidade deverão ser apresentadas segundo as obras editadas pelos pesquisadores João Carlos Paixão Côrtes e Luiz Carlos Barbosa Lessa, com diretrizes regulamentadas pela Carta de Santa Catarina, anexa a este regulamento.


Art.  18 - Os grupos concorrentes (danças gaúchas)  deverão apresentar  se em palco com, no mínimo, 5 (cinco) pares.


Art. 19 – Cada músico poderá tocar para até 5 entidades, desde que seja filiado a uma entidade tradicionalista no Brasil com carteira da CBTG (Na fase estadual,  ou  seja  no FECART).  Nos rodeios e outros eventos ficam a cargo das comissões organizadoras. Na ficha de inscrição de cada entidade deve constar o nome dos músicos que acompanharão os grupos de danças.


Art. 20 – Os grupos de  danças disporão de  até  27 minutos para  a  apresentação da  primeira invernada, ou 5 minutos a mais, caso apresente a dança Pau-de-fitas. As invernadas subsequentes da entidade terão 20 minutos para a apresentação,  mais  cinco  minutos  em  caso  de  Pau-de-fitas.  Cada minuto ou fração  excedente terá o desconto de um ponto da soma total das notas dos avaliadores.


Art.  21  -  As  Danças  sorteadas  na  fase  eliminatória  não  poderão  ser  novamente  sorteadas  pelo mesmo grupo de danças na fase final.


§1º - O sorteio será realizado pelo Posteiro Artístico (responsável) do grupo durante a reunião dos Posteiros com o Departamento Artístico.


Categorias Mirim e Veterana - Apresentarão 04 danças de livre escolha, sendo 01 (uma) dança de cada BLOCO “A”, “B”, “C”,e “D” ou “E”.


Categorias Juvenil e Adulta – Apresentarão 4 (quatro) danças.


FORÇA “A”


O Responsável escolhe 3 (três) danças do BLOCO “A”, para o sorteio. Escolhe mais 2 (DOIS) blocos entre os “B”, “C”,


“D” e “E”, e destes blocos escolhidos, deverá escolher mais 3 (três) danças para o sorteio de cada bloco. A quarta dança será de livre escolha dentre os blocos restantes.


As danças apresentadas na fase eliminatória não poderão ser repetidas na fase final.


FORÇA ‘B’


Os participantes deverão apresentar 4 danças de livre escolha, sendo uma de cada bloco, escolhidas entre os seguintes blocos: “A’, ‘B’, ‘C’, ‘D’, ‘E’.


§2º - Os itens “a” e “b” acima aplicam- se nos eventos de nível Estadual (FECART). Para os rodeios internos e regionais fica a critério de cada órgão promotor.


Art. 22 - Os blocos de danças são os seguintes:


BLOCO “A”


Tirana – do - Lenço (1º Geração);


Tatu com volta no Meio (1º Geração);


Anu (Hibridismo 1º e 2º Geração);


Sarrabalho  (Hibridismo 1º e 3º Geração);


Balaio (Hibridismo 1º e 3º Geração);


Chimarrita – Balão (Hibridismo 1º e 4º Geração);


Chico Sapateado (hibridismo 1º e 4º Geração);


Tirana do Ombro (1ª geração);


Balão Caído (1ª e 4ª. Geração);


Rancheira   de   Carreirinha   (Dança   criada   por Barbosa Lessa);


BLOCO “B”


Caranguejo (2º Geração);


Quero - Mana (2º Geração);


Rilo (3º Geração, em roda);


Cana-Verde (3º Geração, em roda);


Chimarrita (3º Geração, em fileiras opostas);


Maçanico (3º Geração, em fileiras opostas);


Pezinho (3º Geração, alternativa livre);


Queromaninha – Mariquita (com características da 3ª Geração);


 BLOCO “C”


Chote Carreirinha (4º Geração);


Chotes das Sete Voltas (4º Geração);


Chote Inglês (Hibridismo 2º e 4º Geração);


Chote de Ponta e Taco;


Chote de Sete Passos;


Chote do Dedinho;


Chote de Par Trocado a Moda da Serra;


Chote de Par Trocado a Moda da Fronteira


Chote de Par Trocado em Roda à Moda Serrana;


Chote de Par Trocado em Roda a Moda Litoral;


Chote de Duas Damas (Dança Especial);


 BLOCO “D”


Sarna (Com características de 4º Geração);


Mazurca Marcada (Com características de 4º Geração);


Graxaim (Com características de 4º Geração)


Mazurca    Galopeada    (Com    características    de    4º Geração)


Valsa do Passeio (Com Características Híbridas de 3º Geração)


Valsa    de    Mão    Trocada    (Dança    Ensaiada    com 

Características de 3º Geração)


Mazurca de Carreirinha


Vanerão Sapateado


Pau de Fitas (Dança ensaiada)


Havanera Marcada

 
BLOCO “E”


Tatu de Castanholas


Roseira


Faca Maruja


Jardineira


Meia Canha


Art. 23 - Toda dança livre deverá estar relacionada no artigo 19 deste regulamento, não podendo ser repetida nas outras fases do concurso.


Art. 24 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos, para os grupos de danças:


a) Interpretação.......................... 00 a 04


b) Harmonia................................ 00 a 02


c) Música..................................... 00 a 02


d) Coreografia............................. 00 a 02


SEÇÃO TERCEIRA (3ª.) - DA CHULA


Art. 25 - Na Fase Estadual cada Entidade Tradicionalista terá o direito de inscrever 03 (três) candidatos por categoria. Na Fase Interna fica a critério de cada órgão promotor. Categorias Pré- Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano.


Art. 26 - Antes de iniciar o concurso de chula, a comissão avaliadora chamará todos os concorrentes e procederá ao sorteio das duplas. São classificados para a fase seguinte, aqueles que individualmente obtiverem o maior número de pontos.


Não será permitido o uso de objetos tais como faca e boleadeira no passo.


O chuleador não poderá executar figuras de pé quebrado, característica do Malambo Argentino. Cada chuleador poderá fazer figuras de 08 (oito), 12 (doze), e 16 (dezesseis) compassos.


Não será aceito no final da figura, movimentos que não estão nos primeiros 50% dos compassos de cada figura, com exceção da última nota musical.


Caberá aos concorrentes a indicação dos gaiteiros para esta prova.


Art. 27 - Da quantidade de figuras:


Cada chuleador Pré-Mirim e Veterano e Xirú 03 (três) figuras na fase eliminatória e 04 (quatro) na fase final. Cada chuleador mirim 04 (quatro) figuras na fase eliminatória e 06 (seis) figuras na fase final.


Cada chuleador juvenil executará 06 (seis) figuras na fase eliminatória e 08 (oito) figuras na fase final.


d) Cada chuleador adulto executará 08 (oito) figuras na fase eliminatória e 10 (dez) figuras na fase final.


Art. 28 -   A   cada   chuleador   serão   atribuídos   até 10 (dez)   pontos   por   figuras,   baseando-se   nos seguintes quesitos:


Criatividade;


Figura de difícil execução;


Execução de figura próxima a lança;


Postura;


§1º - Os descontos serão dados em campos próprios e não diretamente na nota da figura.


§2º - Perderá pontos em cada figura o chuleador que: Tocar na lança – até 01 Ponto;


Executar os passos com imperfeição – até 02 Pontos;


Descumprir os limites de compassos musicais na execução de cada figura sobre a vara – até 01 Ponto; Iniciar ou encerrar a figura em lugar incorreto – até 01 Ponto;


Distribuir  irregularidade  na  sequência  da  figura,  com  consequente  preenchimento  (“mascar  freio”)  de  passos anormais à mesma – até 01 Ponto;


Repetir figuras suas ou de oponentes – até 02 Pontos.

 
SEÇÃO QUARTA (4ª.) - DAS DECLAMAÇÕES


Art. 29 - Na fase Estadual cada Entidade poderá inscrever 03 (três) concorrentes por modalidade e categoria. Na fase Interna (Rodeio) fica a critério do órgão promotor. Categorias Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano.


§1º - Os temas adotados deverão ser de inspiração gaúcha.


§2º-  Nos  eventos  de  nível  Interno  as  regras  para  apresentação  ficam  a  critério  de  cada  órgão promotor. A nível Estadual segue as seguintes:


Para  as  categorias  Pré-Mirim,  Mirim  e  Juvenil,  o concorrente  deverá  apresentar  01  (uma)  poesia de sua livre escolha, não podendo repetir na fase final.


Para as Categorias Adulta e Veterana, será sorteado 01 (uma) poesia dentre 03 apresentadas, de sua livre escolha, não podendo repeti-la na fase final.


§3º  -  Os  concorrentes  entregarão  à  comissão  avaliadora  01  (uma)  cópia  legível  de  cada  um  dos poemas a serem sorteados (Adulto e Veterano) ou apresentados de livre escolha (Pré-Mirim, Mirim e Juvenil).


§4º  -  Na   Fase   Estadual,  em   caso   de   classificação   para   a  fase   final,  o concorrente   Adulto   ou Veterano sorteará novo poema entre os relacionados na primeira fase.


§5º - O concorrente terá o tempo máximo de 10 (dez) minutos para sua apresentação, perdendo 01 (um) ponto por minuto ou fração que passar deste limite.


Art. 30 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos na declamação:


a) Interpretação............................00 a 04


b) Fidelidade ao texto...................00 a 02


c) Dicção........................................00 a 02


d) Gestualidade.............................00 a 02


§1º - Na avaliação da indumentária o concorrente poderá perder até 0,5 pontos do total geral de cada planilha, caso esteja incorreta ou inadequada.


§2º - Para cada modalidade deverá ter um jurado somente no item “B” (FIDELIDADE AO TEXTO), posteriormente sua nota deverá ser transferida para as planilhas dos outros jurados que estão avaliando os itens “A” (INTERPRETAÇÃO), “C” (DICÇÃO) “D” (GESTUALIDADE).


Art. 31 - Institui-se premiação, seja troféu, medalha ou outro tipo para o amadrinhador destaque de cada palco de declamação do FECART. Nos rodeios, fica a critério de cada órgão promotor.


SEÇÃO QUINTA (5ª.) - DA TROVA


Art. 32 - Na fase Estadual, cada entidade poderá inscrever 03 (três) concorrentes por modalidade. Na fase Interna (Rodeio) fica a critério do órgão promotor.


Art. 33 - Cada um dos concorrentes realizará intervenção sobre o tema sorteado pela comissão avaliadora, no momento da apresentação de cada dupla concorrente de acordo com a modalidade da trova.


§1º - Cada concorrente entoará 05 (cinco) estrofes para cada disputa.


§2º - Serão classificados para a fase final os 05 (cinco) concorrentes com as melhores médias.


§3º - Deverá ser descontado até 0,5 pontos por indumentária incorreta.


Art. 34 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos na trova:


a) Metrificação dos versos......................00 a 03


b) Rima....................................................00 a 02


c) Dicção..................................................00 a 02


d) Fidelidade ao Tema.............................00 a 02


e) Afinação..............................................00 a 01


SEÇÃO SEXTA (6ª.) - DO CAUSOS GAUCHESCOS DE GALPÃO


Art. 35 - Esta modalidade visa trazer de volta para o convívio artístico  gaúcho,  a  tradição  dos bolichos e galpões onde gaúchos reunidos contavam suas proezas e feitos, sempre usando a tradicional teatralidade do nosso homem do campo, ás vezes exagerando nos detalhes, mas sempre falando a verdade.


§1º - Nesta modalidade os participantes terão no máximo 10(dez) minutos para sua apresentação.


§2º - O causo a ser apresentado deverá ser inédito não necessitando ser da autoria do participante.


§3º - O causo deverá ser essencialmente campeiro, retratando as lidas e a vida do homem do campo.


§4º - Está modalidade deverá ser realizada num ambiente informal e de fácil acesso do público, caracterizando a informalidade dos bolichos e galpões.


Art. 36 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos:


a) – dicção .................................................00 a 02


b) – teatralidade .......................................00 a 03


c) – qualidade do causo ............................00 a 03


d) – verossimilidade (parecer verdadeiro).00 a 02

SEÇÃO SÉTIMA (7ª.) - DA POESIA INÉDITA


Art. 37 - No caso da POESIA  INÉDITA cada entidade poderá inscrever até 3 concorrentes na fase estadual. Na regional (rodeios) fica a critério do organizador do evento.


§1º - Na fase estadual o tema a ser adotado será SANTA CATARINA E SUA HISTÓRIA, não podendo haver plágio total ou parcial de obras já publicadas sendo  livres o  número  de estrofes e versos, devendo obrigatoriamente versar sobre o tema acima.


§2º - Os concorrentes deverão entregar 3 cópias para a comissão avaliadora e a mesma poderá ser apresentada pelo autor ou pessoa por ele indicada, sendo avaliada pelos seguintes quesitos:


Conteúdo e criatividade 4 pontos Fidelidade ao tema 4 pontos Inspiração poética 2 pontos


§3º - O declamador não será avaliado e não receberá premiação. Será avaliado somente a POESIA INÉDITA, sendo que o prêmio será entregue ao autor da mesma, devendo para receber o mesmo estar devidamente pilchado.


SEÇÃO OITAVA (8ª.) - DO CONJUNTO VOCAL


Art. 38 - Na fase estadual cada entidade poderá inscrever somente 01 (um) conjunto vocal POR CATEGORIA. Na fase Interna (Rodeio e Festival), fica a critério de cada órgão promotor


§1º - Os concorrentes desenvolverão  um  número  musical diferente para cada apresentação  de sua autoria ou


outros compositores. Os temas adotados deverão ser de inspiração gaúcha.


Art.   39   -   Será facultativo o uso de instrumento elétrico ou com capacitores. Recomenda-se, para acompanhamento instrumental, a utilização de instrumentos e microfone.


§1º  -  Os  concorrentes  nesta  modalidade  disporão  de  08  (oito)  minutos  para  sua  apresentação, incluindo o tempo de preparação de instrumentos e microfone, perdendo 01 (um) ponto por minuto ou fração excedente.


§2º - O grupo de conjunto vocal, terá o número máximo de 10 (dez) e no mínimo de 03(três) figurantes.


§3º - Os Grupos participantes deverão vocalizar, no mínimo, 03 (três) Vozes distintas.


Art. 40 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos nas canções:


a) Interpretação........................................................ 00 a 04


b) Harmonia Vocal................................................... . 00 a 03


c) Ritmo.....................................................................00 a 02


d) Gestualidade.........................................................  00 a 01


§1º - Na avaliação da indumentária o concorrente poderá perder até 0,5 Pontos do total geral de cada planilha caso esteja incorreta ou inadequada.


 SEÇÃO NONA (9ª.) - SOLISTA VOCAL


Art. 41 - Na fase Estadual cada Entidade Tradicionalista poderá inscrever 03 (três) candidatos. Na Fase Interna (Rodeio e Festival) fica a critério de cada órgão promotor.


§1º  - O concorrente  desenvolverá  um  número  musical  diferente  para  cada  apresentação  de  sua autoria ou de outros compositores. Os temas adotados deverão ser de inspiração gaúcha.


Art.   42 - Será   facultativo   o   uso   de   instrumentos   elétricos   ou   com   capacitores.   Recomenda-se,   para acompanhamento instrumental, utilização de instrumentos musicais característicos de nossa tradição gaúcha.


§1º - O concorrente nesta modalidade disporá de 07 (sete) minutos pra sua apresentação, incluindo o tempo de preparação de instrumento e microfone, perderá 01 (um) ponto por minuto ou fração excedente.


§2º - O solista vocal não poderá receber apoio vocal em nenhum momento de sua apresentação.


§3º - O concorrente poderá perder até 0,5 pontos por uso de indumentária incorreta ou inadequada.


§4º - A modalidade solista vocal deverá ser desenvolvida em todas as categorias nos naipes feminino e masculino.


Art. 43 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos nas canções:


a) Interpretação.......................... 00 a 03


b) Linha melódica........................ 00 a 03


c) Afinação...................................00 a 02


d) Ritmo.......................................00 a 01


e) Gestualidade ........................... 00 a 01


SEÇÃO DÉCIMA (10ª.)  - DAS GAITAS


Art.  44  -  Na  fase  Estadual  (FECART)  cada  Entidade  Tradicionalista  Poderá  inscrever  03  (três) candidatos nas modalidades dos itens “13” (GAITA DE BOTÃO ATÉ 8 BAIXOS), “14” (GAITA DE BOTÃO MAIS DE 8 BAIXOS) e “15” (GAITA PIANADA), do artigo 9º. Na fase interna fica a critério de cada órgão promotor.


Art. 45 - O concurso será disputado em naipe único (feminino e masculino junto) em todas as categorias (Pré- Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano) nas modalidades de Gaita Ponto Até oito Baixos, Gaita Ponto Mais de oito Baixos e Gaita Piano.


Art. 46 - Na fase Estadual cada concorrente executará uma música Sorteada entre um dos seguintes gêneros no momento da apresentação: Valsa, Vanera, Vanerão, Rancheira, Chote, Milonga, Chamamé e Bugio;  com  exceção da categoria Mirim e Pré-Mirim que  poderá  apresentar  uma música de livre escolha dos gêneros apresentados, não podendo repetir na fase final. Na fase Interna (Rodeio) fica a critério de cada CTG promotor.


a) No sorteio, o candidato (a) poderá descartar até dois ritmos.


Art. 47 - O Participante perderá até 0,5 pontos pelo uso de Indumentária incorreta ou inadequada.


Art. 48 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos nas modalidades de Gaita Ponto até Oito Baixos, Gaita Ponto Mais de Oito Baixos e Gaita Piano:


a) Técnica em execução        ..............00 a 04


b) Melodia........................................00 a 03


c) Ritmo........................................... 00 a 02


d) Dificuldade no arranjo....................00 a 01


SEÇÃO DÉCIMA PRIMEIRA (11ª.) - DO VIOLÃO E DA VIOLA


Art.  49  -  Na  fase  Estadual  (FECART),  cada  Entidade  Tradicionalista  Poderá  inscrever  03  (três) concorrentes de cada categoria (Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano). Na fase Interna fica a critério de cada órgão promotor.


Art. 50 - No concurso de violão, na fase Estadual, o participante Apresentará uma música sorteada, no  momento da   apresentação,   dentre   os   seguintes   gêneros:   Valsa,   Vanera,   Milonga,  Rancheira,  Chamamé  e  Chote.  No sorteio, o candidato poderá descartar até dois ritmos.


Art. 51 - A comissão avaliadora observará os seguintes quesitos no violão:


a) Técnica em execução        ..............00 a 04


b) Melodia...................................00 a 03


c) Ritmo.......................................00 a 02


d) Dificuldade no arranjo............00 a 01


§único: Estes quesitos serão avaliados da mesma forma para Rabeca, Violino e Viola, todos em categoria única.


Art. 52 - O Participante perderá até 0,5 pontos pelo uso de Indumentária incorreta ou inadequada.


SEÇÃO DÉCIMA SEGUNDA (12ª.) - DAS DANÇAS BIRIVA DO TROPEIRISMO GAÚCHO


Art. 53 – DA CHULA


§1º -  Os aspectos musi - coreográficos serão avaliados de acordo com dado musical fundamental, básico (sem variações), contido no livro "Manual de Danças Gaúchas", de Barbosa Lessa e Paixão Cortes.


§2º - Participarão deste concurso, no mínimo, 2 (dois) sapateadores escolhidos pelo próprio grupo, entre os 8 (oito) inscritos. No entanto, é recomendável que todos os dançarinos também executem passos dentro do número de figuras pré-regulamentadas, numa demonstração de riqueza artística de seus integrantes, à  uma  conceituação de grandiosidade grupal, pois o tema em julgamento é de conjunto. Se os 8 (oito) integrantes participarem desta prova, certamente a avaliação deverá merecer maior crédito.


§3º -  O total de figuras por grupo será de 8 (oito), intercaladas com os demais oponentes.


§4º - As figuras efetuadas por cada sapateador, bem como suas variantes na parte correspondente ao "desafio", não poderão ser novamente apresentadas por outro  qualquer dançarino  no decorrer de cada exibição, devendo ser penalizados os que assim procederem (ver planilha especial).


§5º - O sapateador não poderá efetuar passos de "pé quebrado" (molambo platino), ou de balé, e nem utilizar, nas figuras, objetos estranhos à dança, tais como faca, facão, pala, porrete, pandeiro, lenços, etc., facultando-lhe uma gestualidade condizente à mensagem que transmite o referido tema coreográfico.


§6º - Na apresentação da CHULA no concurso de DANÇAS DO TROPEIRISMO GAÚCHO, será atribuída nota única ao final da apresentação das 8 figuras, sendo o critérios de avaliação o CONJUNTO. A cada grupo participante será atribuído até 10 (dez) pontos, a critério da comissão avaliadora, conforme quesitos abaixo:


COREOGRAFIA CORRETA – ATÉ 2 PONTOS


CRIATIVIDADE – ATÉ 2 PONTOS


HARMINIA GRUPA – ATÉ 2 PONTOS


INTERPRETAÇÃO ARTÍSTICA E HABILIDADE – ATÉ 3 PONTOS


MÚSICA – ATÉ 1 PONTO


§7º -  Perderá ponto o sapateador que:


Tocar na lança, deslocando-a do lugar.............................até 01 Ponto


Executar passos com imperfeição ..................................até 02 Pontos


Ultrapassar 12 (doze) compassos musicais na execução de cada figura sobre a vara .........até 01 Ponto Iniciar ou encerrar a figura em lugar incorreto................até 01 Ponto


Distribuição  irregular  na  sequência  da  figura,  com  consequente  preenchimento  ("mascar  freio")  de  passosanormais à mesma.................................................................até 01 Ponto


Repetir figuras suas ou de oponentes................................até 02 Pontos


Aspecto musical: incorreta execução (melodia ou ritmo) poderá merecer a perda de ...... até 01 Ponto


§8º - A nota de cada grupo será resultante da soma de cada sapateador, dividida obrigatoriamente pelo número 8 (oito), total de seus participantes, para efeito de cálculo. A média será acrescentada nas notas das outras danças, para o resultado final do presente Concurso Biriva.


Art. 54 - CONSIDERAÇÕES AOS CHULEADORES


§1º - O sapateio de "preparação" inicial ou de encerramento (arremate final) de cada figura deverá ser frontal ao oponente, guardadas as devidas liberdades no transcorrer de seu desenvolvimento. Diferente posicionamento, ocasionará penalização à figura.


§2º  -  Postura  pouco  digna  ou  desrespeitos  entre  os  oponentes,  durante  o  transcurso  do  bailado, poderá merecer ponto negativo ao executante.


 §3º - Para efeito de ordenação musí - coreográfica, a figura de "preparação" da dança, deverá ter a duração de até 12 (doze) compassos, tendo o dançarino a liberdade de executá-la, com sapateios ou não. Vale este momento para que cada dançarino tenha um tempo hábil de raciocínio, a seu critério, para ajustar a sua figura imediata, em resposta. No entanto, os 4 (quatro) compassos musicais finais serão sapateados obrigatoriamente.


§4º - Antes do sapateio "propriamente dito" (início da figura por  sobre  o  bastão),  a  posição  do dançarino deverá estar disposta na extremidade da vara, ou posicionar-se  para  começar  a  figura (sapateio) de um ou outro lado desta, porém na extremidade da referida haste. Alerte-se, no entanto, que, ao concluir a figura, o dançarino deverá terminar na posição inicial, e não em outro posicionamento (no meio da vara, etc.);


§5º - A haste da Chula, nunca teve, historicamente, a obrigatoriedade de ser uma lança. A dança não está diretamente ligada a ideia revolucionária ou  guerreira. Mentalize outrossim:  se para bailar a chula o povo, em sua espontânea maneira folclórica de agir coletivamente, em tempo de paz, tivesse que carregar consigo, cada vez, uma lança de cavalaria (2,90m) para dançar este tema, na sociedade... Afora uma liberdade figurativa teatral, a que degradação chegaria uma prenda, se esta condicionasse a disputa de seus amores ao vencedor de uma Chula, num genuíno meio campestre... São imagens que só podem ser concebidas num cenário pampeano, fértil em figuras quixotescas... Pense: a Chula foi, outrora, um baile de lazer entre os gaúchos, ainda que de disputa ,e optativamente, no seio do mundo biriva, com certeza.


§6º - Qualquer vara pesada (sarrafo) de madeira de cor natural, lisa (que não role facilmente), reta, fina (ao redor de 1 (uma) polegada de diâmetro), com um comprimento em torno de 2,30m, presta- se a este só, na dança. Anote-se: tal haste, quando curta, poderá, muitas vezes, prejudicar a sequência harmónica de um grande dançarino, deslustrando todo o belo das figuras do seu bailar e, até mesmo, dificultando uma melhor avaliação.


§7º - Cada dançarino escolherá o instrumentista que lhe fará a música, podendo a chula não só ser interpretada ao som da gaita (acordeão), mas por outros instrumentos cordófonos típicos do folclore gauchesco. Aliás, esta obrigatoriedade da gaita  é  infundada,  já  que  este  instrumento  não  havia chegado ao Rio Grande do Sul, antes de 1865/70. O que se tem visto são medíocres regulamentos em inadequados concursos e inconsequentes jurados normatizando, desta forma, as lanças gaúchas, em geral. Alerte-se: a musicalidade executiva do instrumentista - melodia, ritmo - deverá ser correta, sem perturbar a sonoridade dos passos dos dançantes, sob pena de efeito negativo à pontuação. Outrossim, o bailarino poderá orientar o andamento musical, ao desenvolvimento uniforme da cada uma das figuras, sem alterá-la, conservando, porém, o ritmo original.


§8º - A música não é interrompida durante todo o desenvolvimento do tema, isto é, entre o primeiro e o último dançarino, sendo, portanto, continuada do princípio ao fim de toda a apresentação.


§9º - A Chula poderá ser "enriquecida", no momento de sua "preparação" coreográfica, com as tradicionais quadrinhas pesquisadas e cantadas, à solo, em dueto uníssono, ou em 1a e 2a voz, porém, por intérpretes masculinos.


§10 - Uma incorreta melodia, imperfeição rítmica musical na  execução  da  chula,  ou  inadequada sonoridade vocal, poderá acarretar até 2 (dois) pontos negativos ao grupo, no quadro final de cada avaliação do tema.


§11 - As presentes considerações visam estabelecer esclarecimentos à chula, que, na forma primitiva e espontânea, não tinha o requinte de figuras e passos atuais e nem a rigidez dos concursos de hoje, estabelecidos pelo Movimento Tradicionalista.


§12 - A complexidade das figuras que vem surgindo, através de magníficos sapateadores.  Não invalida de que tenhamos o cuidado de analisar, acuradamente, a criatividade das figuras da Chula, para que estas estejam, lado a lado, a mensagem espiritual do baile.


Art. 55 - DANÇAS DOS FACÕES


§1º - Os aspectos musi - coreográficos serão avaliados de acordo com o livro "Danças Tradicionais Rio-Grandenses -  Achegas", de Paixão Cortes.


§2º - Os Grupos concorrentes deverão apresentar-se com os 8 (oito) dançarinos inscritos.


§3º - A cada grupo participante  serão  atribuídos  até  10  (dez)  pontos,  a  critério  da  Comissão  Julgadora conforme quesitos abaixo:


a) Coreografia correta:............................................... até + 02 pontos


b) Criatividade:........................................................... até + 02 pontos


c) Harmonia grupal:.................................................... até + 02 pontos


d) Interpretação artística: .......................................... até + 03 pontos


e) Música (correção): ..................................................até + 01 ponto


§4º - Cada  facão  deverá  ter  o  comprimento  em  tomo  de  50  cm  e  largura  e  4,5  cm,  dentro  da normalidade utilitária dos modelos usados no meio agro-pastoril atual.


 Art. 56 - CHICO DO PORRETE


§1º - Os aspectos musi-coreográficos serão avaliados de acordo com o livro "Danças Tradicionais Rio-Grandenses - Achegas", de Paixão Côrtes.


§2º - Os grupos concorrentes deverão apresentar-se com 8 (oito) dançarinos inscritos.


§3º - Será levado em consideração, no critério de julgamento, não só os "Movimentos individuais, ou em duplas (bastão no ar ou chão), mas, em especial, a configuração grupal do motivo.


§4º - A cada grupo participante serão  atribuídos  até  10  (dez)  pontos,  a  critério  da  Comissão  Julgadora conforme quesitos abaixo:


a) Coreografia correta:............................................... até + 02 pontos


b) Criatividade:........................................................... até + 02 pontos


c) Harmonia grupal:.................................................... até + 02 pontos


d) Interpretação artística:........................................... até + 03 pontos


e) Música (correção): .................................................até + 01 ponto


§5º - Cada bastão (porrete) de madeira deverá ter um comprimento em torno de 2,00m, reto, liso e fino (ao redor de uma polegada de diâmetro).


§6º  -  Não  há  um  posicionamento  grupal  coreográfico  específico  no  cenário  do  bailar  dos dançarinos. Sem um deslocamento maior figurativo individual, a disposição dos dançantes se coaduna com a territorialidade ambiental e as características espontâneas da dança (não confundir com "criação coreográfica" pré-estabelecida obedecendo erroneamente marcação determinada).


§7º - Se, eventualmente, o número de dançantes não formar par na figura simultânea dos dançarinos em dupla (com o bastão no ar e no chão), aquele que ficar individual, poderá, circunstancialmente, marcar o ritmo, percutindo o seu bastão no chão, porém, não fazendo qualquer passo especial.


§8º - Recomenda-se não alterar a sequência das figuras descritas e ordenadas, somando-se também aquela dos dois dançarinos fazendo as figuras do bastão no ar e no chão, constante do livro "Danças Tradicionais Rio- Grandenses - Achegas.


Art. 57 - FANDANGO SAPATEADO


§1º - Os grupos concorrentes deverão apresentar - se com 8 (oito) dançarinos inscritos.


§2º - A cada grupo participante serão  atribuídos  até  10  (dez)  pontos,  a  critério  da  Comissão  Julgadora conforme quesitos abaixo:


a) Coreografia correta:............................................... até + 02 pontos


b) Criatividade:........................................................... até + 02 pontos


c) Harmonia grupal:.................................................... até + 02 pontos


d) Interpretação artística: ........................................... até + 03 pontos


e) Música (correção):...................................................até + 01 ponto


§3º  - O  Fandango  Sapateado  é um  baile com  feição  sóbria e que até,  em  certos momentos  de determinadas figuras, o dançante à solo, em dupla ou mesmo em conjunto, faz aflorar, com vigor e de forma contagiante, a ingênua alegria do homem campestre, sem que esta se torne apalhaçadamente chula, a fora a do perigo de se desfigurar a mensagem respeitosa maior do tema, com exibições circenses, malabarísticas, com excêntricas acrobacias de palco, longe da simbologia rude e pura do nosso tropeiro-biriva e de seu habitat natural pastoril.


§4º - Nas figuras solo do Fandango Sapateado não deverão ser utilizados  objetos  como:  pala, cadeiras, facões, bancos, etc., elementos estranhos ao espírito coreográfico específico da dança.


§5º - As figuras são desenvolvidas com os dançarinos avançando em passos (sapateados) e, sem que os mesmos sejam realizados em movimento de recuar, podendo ser figuras individuais ou coletivas.


§6º - É uma dança em que se entremeiam sapateies e bate-pés, (rosetear), palmeies, figuras criativas, espaços livres, (sem palmeios e sem sapateios) e cantorias (de repouso coreográfico). Principais vozes de comando do Mestre Dançante: Roda Grande; Tudo  Cerra;  Redobrando; Palmeio: Todos ao Centro: Sobre-Si; Olha o  Bicho; Cara Volta; Olha o Dois; afora as figuras:  Martelinho:  Martelão  Caçador:   Parafuso;   Cerra-e-Puxa;  Aribú; Saracura; Redemunho; Outra Vez Que Ainda Não Vi; Arremate Final.


Art. 58 - BREVES ESCLARECIMENTOS DO FANDANGO SAPATEADO


§1º - Certas ordens de comando do “Mestre” merecem estas considerações: “Sobre - Si”: execução solo de um dançarino no centro da roda;


“Olha-o-Dois”, “Olha-o-Três” - idem, com os respectivos solistas.


§2º - Nestes últimos casos deve existir um “diálogo” de sapateios entre os dançarinos (espécie de “pergunta  e resposta”) em que cada participante, embora desenvolvendo um improvisada  figura, "questiona" a validade da figura do outro, numa harmonia global de uma mensagem.


 §3º - Na simbologia da disposição da “Roda Grande” (externa), esta não deve ser desfigurada, ainda que mais de um dançante execute passos na sua área central.


§4º - O “Palmeio” coletivo traduz, na sua representatividade, o aplauso de todos à figura realizada, seja esta à solo ou mesmo em conjunto.


§5º - O dançante não se retira do centro imaginário da roda para a periferia de costas, nem para um eventual parceiro de figura.


§6º - O “Pelego” não é uma figura específica ou ordem de comando, mas um “acidente” do bailar, como pode acontecer no transcurso coreográfico com qualquer outra dança gaúcha. O hilariante singelo e a arte ingénua do dançar campestre não pode ser confundido com o fantasioso, o ridículo, que fere a espiritualidade cultural da gente pastoril.


§7º - Relembremos que embora haja uma natural teatralidade por parte dos dançarinos no decorrer do tema (sem um cenário específico) e, até mesmo um renovado espírito criativo, saltos mirabolantes ou grupos acrobáticos, fogem das características de identidade desta dança. Tema digno de um tropeiro e não de um borlantim...


SEÇÃO DÉCIMA TERCEIRA (13ª.) – DAS DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO


As DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO seguirão o mesmo regulamento da CBTG, com a mesma forma de avaliação e não será obrigatória sua realização junto com o FECART, podendo ser em um evento específico, conforme o regulamento abaixo:


-  A Modalidade de Danças Gaúchas de Salão terá as seguintes categorias:


MIRIM - JUVENIL – ADULTO – VETERANO


-  As Danças Gaúchas de Salão que farão parte do Concurso são:


BLOCO 1 – XOTE E MILONGA


BLOCO 2 – CHAMAMÈ – RANCHEIRA – VALSA BLOCO


3 – BUGIU – POLCA – VANERA


-  Cada entidade poderá inscrever no máximo 02 (dois) pares por categoria.


-  O Concurso será dividido em 02 (duas) etapas:


l - Na Primeira etapa, os pares, deverão se apresentar, um a um, 02 (duas) danças, sendo 01 (uma) de livre escolha do BLOCO 1 e outra sorteada entre o BLOCO 2 e o BLOCO 3, ficando o par, livre para a escolha do bloco. A ordem de apresentação desta etapa será definida por sorteio, podendo ser alterada pela Comissão Avaliadora, se assim achar necessário para o bom andamento do concurso.


II   - Na segunda etapa, os pares, deverão se apresentar, em grupos de até 5 (cinco) pares, conforme o numero de participantes. Será sorteada para esta etapa, 01 (uma) dança, entre os BLOCOS 2 e 3 para cada grupo. Nesta etapa as 06 (seis) danças dos BLOCOS 2 e 3 que estarão em uma única urna.


III  A seleção das músicas que os pares dançaram nas 1ª e 2ª etapas, serão de responsabilidade da CBTG.


-   A Dança do bloco 01(um) deverá apresentar características da autenticidade e originalidade (passos e ou figuras tradicionais), mas poderá ser abrilhantada por figuras pesquisadas ou ainda de criação própria, sendo esta avaliada também pela criação coreográfica.


-   As Danças dos BLOCOS 02 (dois) ou 03 (três) deverão ser autênticas, não podendo sofrer alterações em suas características.


-   O tempo total de apresentação das 02 (duas) Danças da primeira etapa deverá ser de no máximo 4 (quatro) minutos, perdendo 01 (um) ponto por minuto ou fração que exceder ao tempo, descontado da nota final.


-   As danças deverão se apresentadas de acordo com o livro editado pelo MTG/RS, Compêndio Técnico de Danças Gaúchas de Salão.


-  Cada par participante receberá um número colocado as costas do peão (cavalheiro) a fim de identificação.


 -  Na avaliação serão observados os seguintes quesitos:


a)  Bloco 1 –


I.  Correção Coreográfica 03 pontos


II.  Interpretação Artística 03 pontos


III.  Ritmo e Harmonia do Par 03 pontos


IV.  Criatividade 01 ponto


b)  Blocos 2 e 3 -


I.  Correção Coreográfica 03 pontos


II.  Interpretação Artística 03 pontos


III.  itmo e Harmonia do Par 03 pontos


 IV.  ança em Conjunto 01 ponto



  CAPÍTULO VII  

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS


Art. 59 - Para o FECART (Festival Catarinense de Arte e Tradição Gaúcha) poderão participar 03 (três) concorrentes de cada Entidade Tradicionalista em cada modalidade individual e categoria, conforme previsto  neste Regulamento no CAPÍTULO III, parágrafo 2º com exceção do CONJUNTO  VOCAL,  que  poderá  ser  somente  1 (UM). Estes concorrentes deverão estar representando CTGs ou Grupos Folclóricos filiados ao MTG-SC.


Art. 60 - Os concorrentes individuais e  grupos classificados em  1º lugar de cada FECART assumem a responsabilidade de representar o Estado de Santa Catarina, quando da realização do rodeio de Campeões e FENART (Festival Nacional de Arte e Tradição Gaúcha), exceto grupos da FORÇA B. Em caso da impossibilidade dos primeiros lugares do 1º FECART, após realização do último nacional, assumirão os primeiros colocados  do segundo FECART. Havendo repetição de primeiro lugar nos dois FECARTs, assumirá o segundo colocado do último FECART. Em caso de não realização de um dos FECART, fica classificado os primeiros e segundos colocados do FECART realizado.


§único - As Entidades classificadas, impossibilitadas de participar no FENART, deverão comunicar ao MTG/SC até 60 (sessenta) dias antes do evento. O não cumprimento desta determinação acarretará um multa de uma anuidade e de ser vetada suas participações no próximo FECART.


Art. 61 - Os participantes classificados em primeiro lugar na fase final do FECART, em cada uma das modalidades, serão reconhecidos pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Catarina, individual ou coletivamente, como “CAMPEÃO ESTADUAL”.


Art. 62 - Serão desclassificados as entidades e os concorrentes individuais que: Deixarem de observar as normas estabelecidas;


Dirigirem-se,  de  modo  desrespeitoso,  ou  atentarem  contra  quaisquer  dos  concorrentes,  dos  promotores,  dos


organizadores e/ou da comissão avaliadora;


Não tenham comparecido nas etapas do FECART, sem apresentarem justificativa por escrito. Exceto nos casos fortuitos ou força maior.


§único: “A justificativa do não comparecimento no FECART, após a inscrição deverá ser feita até o dia do evento por documento escrito assinado pelo concorrente, pelo Patrão da entidade e vistado pelo Coordenador Artístico da sua região, destinado ao Diretor Artístico, que após o evento (FECART) irá fazer a avaliação juntamente com  a Diretoria do MTG/SC. A pena de suspensão de participação no FECART não será inferior a 01 (um) ano.


Art. 63 - Todo e qualquer recurso contra a inscrição de participantes ou Grupos deverá ser encaminhado, nos rodeios, ao  Coordenador Geral do  Evento. Na Fase Regional ao  Coordenador Artístico e na Estadual, ao Diretor Artístico do MTG-SC, ou a Comissão Central. Por escrito e com provas concretas, antes da divulgação dos resultados.


Art. 64 - As penas aplicadas pela Diretoria do MTG-SC são irrecorríveis.


Art. 65- Em caso de recurso interposto e provada a irregularidade, a Diretoria do MTG-SC pode:


Com  relação  aos  concursos  individuais:  Desclassificar  os  candidatos,  com  conhecimento  do Patrão ou seu responsável.


Com relação aos grupos: Desclassificar o grupo, com conhecimento do Patrão ou responsável.


Art. 66- As premiações são até o terceiro lugar, nas modalidades individuais e até quinto lugar nas Danças, e não haverá premiação em dinheiro.


Art. 67 - O CTG que somar maior número  de pontos será proclamado o  campeão  geral do evento, conforme pontuação relacionada abaixo:


Danças Gaúchas: Nas (quatro) categorias e Birivas.


1º Lugar ......................................... 100 pontos


2º Lugar ......................................... 80 pontos


3º Lugar .......................................... 60 pontos


4º Lugar.......................................... 40 pontos


5º Lugar.......................................... 20 pontos


 Nas demais modalidade de acordo com o art. 9º.


1º Lugar ......................................... 50 pontos


2º Lugar.......................................... 40 pontos


3º Lugar.......................................... 30 pontos


4º Lugar.......................................... 20 pontos


5º Lugar.......................................... 10 pontos


§1º – Nos CTGs ou Grupos Folclóricos que tiverem mais de 01 (um) participante no Festival, nas modalidades e categorias previstas neste regulamento, todos os participantes que obtiverem premiação somarão pontos para a sua entidade.


§2º – Os participantes no evento através de Piquetes somarão pontos para o CTG aos quais são filiados.


Art. 68 - O presente Regulamento Geral entra em vigor desde a realização do 1º Seminário Artístico realizado na cidade de Lages, nos dias 15 e 16 de maio de 2010, alterado na XII Convenção Tradicionalista realizada na cidade de Lages em 26 de maio de 2010, pelo 2º. Seminário artístico realizado na cidade de Lages em abril/12, alterado na 12ª. Convenção tradicionalista realizada na cidade de Lages no dia 16 de maio de 2012 e  pelo  3º  seminário artístico realizado na cidade de Lages no dia 26/abril/14, ratificado pela 14ª. convenção tradicionalista do MTG realizada em 08/05/14, alterado no 4º. seminário realizado em 20/02/2016 e ratificado na 16ª. convenção tradicionalista do MTG-SC realizada em 14/04/2016.


Art. 69 – O presente Regulamento Geral, só poderá ser alterado em Assembleia do Departamento Artístico (SEMINÁRIO) do MTG-SC, com a aprovação do Diretor Artístico, Coordenadores Regionais, Peões e Prendas do MTG-SC e com a maioria absoluta das entidades tradicionalistas que possuem Departamento Artístico no Estado de Santa Catarina.


§único  –  Para  o  cumprimento  do  Art.  58,  deverá  ser  realizado  a  cada  dois  anos,  o  Seminário Artístico em data que anteceda a convenção, com no mínimo de 30 dias de antecedência.


Art. 70 - Os casos omissos deste Regulamento serão resolvidos: Na Fase Interna, pela Patronagem da Entidade.;


Na Fase Regional pelo coordenador artístico regional e comissão organizadora do evento;


a)    Na  fase  estadual,  pelo Diretor  Artístico  do  MTG-SC  juntamente  com  a  comissão  organizadora do FECART e diretoria do MTG.


Art.  71  –  O  presente  Regulamento  Artístico  deverá  ser  cumprido  por  quaisquer  pessoas  e/ou entidades filiadas ao MTG/SC que promovam eventos tradicionalistas no Estado de Santa Catarina.


Cumpra-se.


MUNICÍPIOS DAS 17 REGIÕES TRADICIONALISTAS RELAÇÃO DOS MUNICÍPIOS


1º REGIÃO


Lages, Bocaina do Sul, Correia Pinto, Otacílio Costa, Ponte Alta, Palmeira, Painel, São José do Cerrito.


2° REGIÃO


Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, São Joaquim, Urupema, Urubici.


3° REGIÃO


Arroio Trinta, Abdom Batista, Brunópolis, Campos Novos, Fraiburgo, Iomerê, Ibiam, Monte Carlo, Pinheiro Preto, Tangará, Videira, Vargem.


4° REGIÃO


Caçador, Calmonn, Curitibanos, Frei Rogério, Lebon Régis, Macieira, Mato Costa, Porto União, Ponte Alta do Norte, Rio das Antas, Santa Cecília, São Cristóvão do Sul, Timbó Grande.


5° REGIÃO


Armazém, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Grão Pará, Gravatal, Imaruí, Imbituba, Jaguaruna, Lauro Muller, Laguna, Morro das Fumaça, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Sangão, Santa Rosa de Lima, São Martinho, São Ludgero, Tubarão, Treze de Maio.


6° REGIÃO


Araranguá,  Balneário  Arroio  do  Silva,  Balneário  Gaivota,  Cocal  do  Sul,  Criciúma,  Ermo, Forquilhinha,  Içara,  Jacinto  Machado,  Morro  Grande,  Maracajá,  Meleiro,  Nova  Veneza,  Praia Grande,  Passo  de Torres, Sombrio, Santa Rosado Sul, São João do Sul, Siderópolis, Timbé do Sul, Treviso, Turvo, Urussanga.


7° REGIÃO


Antonio  Carlos,  águas  Mornas,  Angelina,  Anitápolis,  Alfredo  Wagner,  Biguaçu,Bombinhas, Canelinha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Garopaba, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Porto Belo, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, São João Batista, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara, Tijucas.


8° REGIÃO


Ascurra,  Apiúna,  Benedito  novo,Blumenau,  Balneário  Camboriu,  Brusque,  Botuverá,  Camboriú, Gaspar,  Guabiruba,  Indaial,  Ilhota,  Itajaí,  Itapema,  Luiz  Alves,  Massaranduba,  Navegantes, Piçarras, Pomerode, Penha, Rio dos Cedros, Rodeio, Timbó.


9° REGIÃO


Araquari, Barra Velha, Balneário Barra do Sul, Campo  Alegre, Corupá, Guaruva, Guaramirim, Itapoá,  Joinville,  Jaraguá do  Sul,  São  Bento  do  Sul,  São  João  do  Itaperiú,  São  Francisco  do  Sul, Schroeder, Rio Negrinho.


10° REGIÃO


Bela  Vista  do  Toldo,  Canoinhas,  Irineópolis,  Itaiópolis,  Mafra,  Major  Vieira,  Monte  Castelo, Papanduva, Santa Terezinha, Três Barras.


11° REGIÃO


Agrolândia, Agronômica, Aurora, Atalanta, Benedito  Novo, Braço  do Trombudo, Chapadão  do Lageado, Doutor Pedrinho, Dona Emma, Imbuia, Ibirama, Ituporanga, José Boiteux, Lontras, Laurentino, Mirim Doce, Presidente Getúlio, Pouso Redondo, Presidente Nereu, Petrolândia, Rio dos Cedros, Rio do  Campo,  Rio  do Oeste, Rio  do Sul, Salete, Taió, Trombudo Central, Vitor Meireles, Vidal Ramos, Witmarsum.


12° REGIÃO


Abelardo Luz, Alto da Bela Vista, Águas de Chapecó, Águas Frias, Arvoredo, Bom Jesus do Oeste, Bom Jesus, Campo Erê, Coronel Martins, Caxambu do Sul, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Cunhataí, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Formosa do Sul, Guatambu, Galvão, Irati, Ipuaçu, Jardinópolis, Jupiá, Lageado Grande, Marema, Novo Horizonte, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Ouro Verde,  Planalto  Alegre,  Pinhalzinho,  Peritiba, Paial, Quilombo, São Domingos, Santiago do Sul,  São  Lourenço  do  Oeste,  Sul  Brasil,  Serra  Alta,  Saudades,  São Carlos, Seara, Saltinho, São Bernardino, União do Oeste, Xanxerê, Xaxim, Xavantina.


13° REGIÃO


Anchieta, Belmonte, Bandeirante, Barra Bonita, Cunha Porá, Caibi, Dionísio Cerqueira, Descanso, Flor do Sertão, Guarujá do Sul, Guaraciaba, Iraceminha, Iporã do Oeste, Itapiranga, Maravilha, Modelo, Mondai, Palma Sola, Paraíso, Palmitos, Princesa, Romelândia, Riqueza, São José do Cedro, São Miguel do Oeste, São Miguel da Boa Vista, Santa Helena, Santa Terezinha do Progresso, São João do Oeste, Tunápolis, Trigrinhos.


14° REGIÃO


Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Celso Ramos, Cerro Negro.


15° REGIÃO


Água Doce,  Catanduvas, Campina da Alegria,  Ibicaré, Joaçaba,  Jaborá,  Lacerdópolis,  Luzerna, Presidente Castelo Branco, Salto Veloso, Treze Tílias, Vargem Bonita.


16°REGIÃO


Erval Velho, Herval do Oeste, Ipira, Capinzal, Ouro, Piratuba, Zortéa.


17° REGIÃO


Arabutã, Concórdia, Irani, Ita, Ipumirim, Lindóia do Sul, Passos Maia, Ponte Serrada, Vargeão.


   

CARTA DE SANTA CATARINA



Canoas, 24 de julho de 2015.



Ao


Movimento Tradicionalista de Santa Catarina


A/C Altair Baptista Nunes – Diretor Artístico


Em decorrência das reuniões realizadas no mês de ABRIL de 2014, na sede do MTG/SC, ocasião em que se originou a CARTA DE SANTA CATARINA, venho através desta, entregar a essa entidade, as descrições dos temas coreográficos que me foi incumbido por todos os presentes.


Agradeço a confiança depositada e mantenho-me a disposição.


Atenciosamente

José Moacir Gomes dos Santos



DANÇAS


- PASSOS FUNDAMENTAL DA MAZURCA


- BALÃO CAÍDO


- GRAXAIM


- MAZURCA GALOPEADA


- QUEROMANINHA


- VANERÃO SAPATEADO


- TIRANA DO OMBRO


- VALSA DA MÃO TROCADA


- PARTITURAS


-GRAXAIM



Graxaim


[img][img]http://www.mtgsc.com.br/img/graxaim.jpg[/img][/img]


 Chote Inglês


[img][img]http://www.mtgsc.com.br/img/chote_ingles_01.jpg[/img][/img]


DESCRIÇÃO COREOGRÁFICA:


José Moacir Gomes dos Santos


Rinaldo Souto de Oliveira


TRANSCRIÇÃO MUSICAL:


Iúri Gheno


MAZURCA


Fernando Assunção registra em sua obra Bailes Criollos Rioplatenses, o seguinte sobre a Mazurca: Classificación: Danza de pareja enlazada, independente.


El passo básico que se utiliza para desplazarse consta de três movimientos de igual duración, y su ritmo permite la acentuación del primer movimiento que va marcando el ritmo. Los desplazamientos son libres pero circulando según las guias del reloj, girando hacia uno u outro lado. Em algunas zonas del interior, se la conoce com el nombre del Ranchera, y su interpretación alterna figuras de : Passeo em circulo del brazo, cadena, valsecito, cambio de pareja, molinete, es decir se intercalan figuras enlazadas y sueltas.


Tradução: Dança de pares enlaçados, independentes. O passo básico que se utiliza para deslocar-se consta de três movimentos de igual duração, e seu ritmo permite acentuar o primeiro movimento que marca o ritmo. Os deslocamentos são livres, girando no sentido dos ponteiros do relógio, girando para um e outro lado. Em algumas zonas do interior, se conhece com o nome de Rancheira, e sua interpretação alterna figuras de: passeio em círculo de braço, cadena, valseado, troca de pares, molinete, e também intercalam figuras enlaçadas e soltas.


Em dois mil e dois (2002), durante a realização do XXIII Rodeio Internacional de Vacaria, numa conversa informal com o grande acordeonista Adelar Bertussi, perguntamos-lhe sobre a mazurca, se ele tinha conhecimento de como se dançava a mesma, ele nos respondeu que nunca viu dançar diferente da rancheira.


Em dois mil e treze (2013), o instrutor de danças Ricardo Comandulli, também preocupado com as diferenças entre rancheira e mazurca, estando ele participando de uma festa religiosa na Paróquia de São Jorge da

Mulada, que fica ao lado de Criúva – distrito de Caxias do Sul, festejo que também estava presente o grande acordeonista Adelar Bertussi. Numa prosa com o mesmo, Ricardo Comandulli pergunta sobre a mazurca.


Adelar, sempre foi preocupado e atento com as coisas do nosso Rio grande, responde que musicalmente era quase igual à rancheira, que o diferente, e fazendo gestos como se estivesse puxando o fole da gaita; é que era tocada mais sacodidinha. Atento as respostas Ricardo Comandulli pergunta sobre a maneira de se dançar a mazurca, ouvindo de Adelar, que se dançava da mesma maneira que se dança rancheira, pois não havia diferença entre as duas. Ou seja, as mesmas respostas que ouvimos do mesmo Adelar em dois mil e dois (2002), durante o XXIII Rodeio Internacional de Vacaria, quando lhe fizemos as mesmas perguntas.


O que podemos concluir, é que rancheira e mazurca são a mesma dança, não havendo diferença na maneira de dançar entre uma e outra.


BALÃO CAÍDO


Dança realizada através de passos vivos e bate-pés vibrantes com alegria e descontração na expressividade dos dançarinos. Passos básicos: saltos de polca, passos de polca e bate-pés.


Posicionamento inicial: durante a melodia introdutória, se já não estiverem posicionados, os pares posicionam-se independentemente.


1ª FIGURA: (Saltos de polca)


Os pares, enlaçados como na valsa, realizam sete saltos de polca em livre deslocamento pelo salão, iniciados pelo peão com o pé esquerdo e pela prenda com o pé direito.


A partir do 2º movimento do (7º salto de polca) o par, desenlaçando-se, realiza um afastamento, peão com o pé esquerdo e prenda com o pé direito, que culmina com um passo de juntar complementar, caracterizando um 4º movimento, simultâneo ao qual, o peão alcança sua mão direita à mão esquerda da sua prenda.


2ª FIGURA: (Bate-pé e giro da prenda)


Com a realização do “afastamento” o par colocou-se mais ou menos, lado a lado e tomados pelas mãos (direita do peão e esquerda da prenda).


O peão realiza um bate-pé continuado em (17 batidas alternadas de toda planta), iniciadas com o pé esquerdo, podendo realizar uma “chamada” com o pé direito. Esse bate-pé se desenvolve avançando durante as primeiras nove batidas e as demais, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação. Enquanto as prendas, por sua vez, acompanham o avanço dos seus respectivos pares mediante dois passos de polca em avanço, iniciados, primeiro com o pé esquerdo e depois com o direito e seguido de mais um passo de polca, iniciado com o pé esquerdo, só que dessa vez, deve realizá-lo girando no sentido anti-horário, mais ou menos

sob seu próprio braço, e ao final do mesmo, ajoelha-se sobre o joelho direito.


Durante a pausa musical o peão cavalheirescamente auxilia a prenda a erguer-se. Ficando o par posicionado mais ou menos frente a frente.


3ª FIGURA: (Bate-pé e giro do peão)


O peão realiza, novamente, um bate-pé continuado em (17 batidas alternadas de toda planta), iniciadas com o pé esquerdo, podendo realizar uma “chamada” com o pé direito. Esse bate-pé se desenvolve avançando durante as primeiras nove batidas e as demais, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação, só que dessa vez, realiza-as girando no sentido anti-horário e simultaneamente ao que seria a última batida com o pé esquerdo, ajoelha-se sobre o joelho esquerdo de frente para sua prenda.


As prendas, por sua vez, acompanham o avanço dos seus respectivos pares mediante dois passos de polca em avanço, iniciados, primeiro com o pé esquerdo e depois com o direito e seguido de mais um passo de polca, iniciado com o pé esquerdo e concluído por um passo de juntar complementar do pé que ficou postado atrás, só que dessa vez, a bel prazer, devem inflectir mais ou menos ¼ de volta, sentido anti-horário, ficando frente a frente com o seu respectivo par.



NOTA 1: Durante toda a execução da (2ª e 3ª Figuras) os pares continuam tomados pelas mãos (direita do peão e esquerda da prenda)


NOTA 2: Para reiniciar a dança o peão deve erguer-se e enlaçar sua prenda, antes e/ou durante a realização do primeiro salto de polca.


GRAXAIM


Dança reconstituída pelo elenco adulto do Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição, sob a coordenação de Moacir Gomes Dos Santos. Na localidade de canoas no ano de 1995, apresentada ao grupo por Paixão Cortes com informações fundamentadas em 1960, de Adílio Palma Velho de Bom Jesus, Daltro Bertussi de São Francisco de Paula, João Teles de Miranda e Francisco Leitão de São José do Ouro e finalmente Leandro Silva Vieira de Lages – SC em 1969. Coreografia que também esta descrita no livro Fandangueios Orelhanos de Paixão Côrtes.


Passos básicos: Coreograficamente é uma dança de pares enlaçados independente, que nos apresenta alternadamente marcações de passos de avanço e recuo, e passos de marcha em ritmo de polca.


Posicionamento inicial: Cada par, de forma independente, posiciona-se frente a frente, aguardando o término da introdução musical.


1ª FIGURA: (Faz que vai, mas não vai)


Enlaçados como na valsa, os dançarinos realizam em torno de si, marcações de passos, em ativos movimentos de pés, executados para frente e para trás, alternadamente, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação. Peão e prenda avançam o pé esquerdo e marcam de toda planta de pé, com a perna um tanto flexionada, sustentando o peso do corpo; em seguida, marcam atrás o pé direito em meia planta passando para este o peso do corpo (momento em que se dá uma movimentação de corpo ascendente para trás, quase saltitante), enquanto recua o pé esquerdo marcando em meia planta ao lado do direito. Assim, repetem-se esses movimentos alternadamente esquerdo/direito, direito/esquerdo, arrematando com o pé esquerdo de toda planta. Essa figura é executada em16 compassos durante o canto, de forma alegre e vibrante.


2ª FIGURA: (Limpa-banco)


O par, ainda enlaçado, executa agora, passos de marcha, num desenvolvimento livre pelo salão, retratando um típico baile campeiro. Esses movimentos são executados em 8 compassos, correspondente a parte não cantada da musica.


Assim repetem-se as figuras alternadamente.


Toda a dança deve ser executada quatro vezes


MAZURCA GALOPEADA


Dançada independentemente por pares enlaçados, em ritmo ternário, recolhida pelos pagos de São Gabriel.


Passos básicos: Passos de mazurca/rancheira, passos de juntar (numa espécie de galopeada), e batidas alternadas de toda a planta de pé (semelhante a um bate-pé).


Posicionamento inicial: durante a melodia introdutória, se já não estiverem posicionados, os pares posicionam-se independentemente.


1ª FIGURA: (Passos de mazurca)


Os pares, enlaçados como na valsa, dançam a mazurca em (16 compassos) deslocando-se livremente pelo salão, iniciando o peão com o pé esquerdo e a prenda com o pé direito.


2ª FIGURA: (“galopeada” para esquerda do peão)


Essa figura é executada dentro de (quatro compassos) e em duas partes, a saber:


Utilizando (três compassos) e iniciando no tempo forte da música, os pares, ainda enlaçados, realizam com vivacidade, seis passos de juntar laterais, no mesmo sentido, sendo que o peão inicia com o pé esquerdo e a prenda com o pé direito.


No compasso restante, o par que continua enlaçado, realiza, no sentido anti-horário, o que se poderia chamar de um “bate-pé em giro”, através de sete batidas alternadas de toda planta dos pés, mais um passo de juntar complementar, peões iniciando com o pé esquerdo e as prendas com o pé direito, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação, ficando o pé esquerdo do peão como ponto de apoio.


3ª FIGURA: (“galopeada” para direita do peão)


Essa figura também é executada dentro de (quatro compassos) e assim como a figura anterior, realizada em duas partes.


Utilizando (três compassos) e iniciando no tempo forte da música, os pares, que ainda continuam enlaçados, realizam com vivacidade, seis passos de juntar laterais, no mesmo sentido, sendo que o peão inicia com o pé direito e a prenda com o pé esquerdo.


No compasso restante, o par ainda enlaçado, realiza, no sentido horário um “bate-pé em giro”, através de sete batidas alternadas de toda planta dos pés, mais um passo de juntar complementar, peões iniciando com o pé direito e as prendas com o pé esquerdo, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação, tendo agora, o pé direito do peão, como ponto de apoio.


NOTA: Os passos de juntar laterais realizados na (2ª e 3ª Figuras), devem ser executados em linha reta, podendo haver desvios quando necessário.


Toda dança deve ser realizada, no mínimo quatro vezes.


QUEROMANINHA (MARIQUITA)


Dança com características cerimoniosas nos cumprimentos; com vivacidade, leveza e flexibilidade na realização dos passos e quando realizam a parte do (bate-pé) o fazem com natural descontração.


Passos básicos: passos de marcha, passos de polca “acentuados”.

Posicionamento inicial: durante a melodia introdutória, se os pares não estiverem posicionados, posicionam-se em círculo (peões pelo lado interno e prendas pelo lado externo desse círculo) e ao final dessa melodia, o peão alcança sua mão direita a mão esquerda da sua prenda, mais ou menos a altura dos ombros, podendo tomar-se pelas mãos simultaneamente com o primeiro passo de marcha.


1ª FIGURA: (Passeio)


Os peões iniciam os passos de marcha com o pé esquerdo e as prendas iniciam com o pé direito, aonde simultaneamente a esse passo, irão se posicionar lado a lado, os peões continuarão pelo lado interno do círculo, com seu ombro esquerdo voltado para o centro e a sua prenda continuará do lado externo desse círculo e com o ombro direito voltado para fora, assim, continuam o passeio mediante mais dois passos de marcha, no sentido anti-horário.


Os pares realizam, agora, um passo de juntar com o pé que ficou postado atrás, devido ao 3º passo de marcha realizado anteriormente, peões juntam o pé direito, enquanto as prendas juntam o pé esquerdo. Simultâneo a esse movimento os pares ficam um tanto frente a frente, enquanto realizam um cordial cumprimento, as prendas flexionam os joelhos e os peões inclinam a cabeça num leve curvar do tronco.


Repetem a série de (três passos de marcha), seguindo no sentido anti-horário, iniciando os peões, novamente com o pé esquerdo e as prendas, novamente, com o pé direito, mas agora, quando realizarem o (3º passo de marcha) os peões infletem mais ou menos ¼ de volta, no sentido horário e as prendas mais ou menos ¼ de volta no sentido anti-horário, ficando o par frente a frente, e novo passo de juntar, realizado pelos peões com o pé direito e pelas prendas com o pé esquerdo.


As prendas, ainda tomadas pela mão direita de seus respectivos pares, realizam um giro de volta inteira, no sentido anti-horário, mediante três passos de marcha, mais um passo de juntar complementar, durante esse giro os peões marcam no lugar ou executam pequenos passos, obedecendo ao raio de ação. Quando as prendas terminam esse giro, os peões, também, realizam um giro de volta inteira, mas, no sentido horário, mediante três passos de marcha, mais um passo de juntar complementar, enquanto as prendas marcam no lugar ou executam pequenos passos, obedecendo ao raio de ação e simultâneo ao passo de juntar complementar, realizam um cumprimento, soltando-se das mãos ou totalmente soltos. Estes passos de polca são realizados um tanto para a diagonal, hora para a esquerda, hora para a direita.


2ª FIGURA: (Bate-pé)


Os peões, com ambas as mãos unidas às costas, realizam seis passos de polca, da seguinte maneira: três passos de polca para frente, um tanto na diagonal, iniciados com o pé esquerdo (sendo que o 3º movimento do 3º passo de polca é dado para trás) e mais três passos de polca dados para trás, e desta vez, (o 3º movimento do 6º passo de polca é dado para frente) completam a figura com dois passos de marcha para frente, mais um passo de juntar complementar. Esses passos de polca são acentuados por batidas, alternadas, de toda planta dos pés.


As prendas, por sua vez, tomadas da saia com ambas às mãos, realizam os passos de polca, iniciando com o pé direito, “acompanhando” os movimentos dos seus respectivos peões. Ou seja: enquanto eles avançam, elas recuam e quando eles recuam, elas avançam. Por tanto, os últimos passos de marcha que encerram essa figura, elas darão para traz.


Quando for reiniciar a dança ao final do “bate-pé”, os pares ficam novamente, frente a frente, conforme descrito no posicionamento inicial, e quando for encerrar a dança, apenas realizam um cumprimento inteiramente soltos. Estes passos de polca são realizados um tanto para a diagonal, hora para a esquerda, hora para a direita.


NOTA 1: Os dançarinos podem optar por formar a dança da seguinte maneira: Postam-se frente a frente em duas fileiras opostas (uma de peões e outra de prendas) devendo ser um tanto encurvadas “em meia lua”, e nesse caso, para reiniciar a dança, estarão posicionados lado a lado, para tanto, completarão os movimentos com um passo de juntar complementar com o pé direito.


Toda a dança deve ser repetida no mínimo quatro vezes.


VANERÃO SAPATEADO


Dança de pares independentes, recolhida na região serrana.


Passos básicos: passos de polca e batidas alternadas de pés, geralmente, de toda planta (bate-pé), em avanço.


Posicionamento inicial: durante a melodia introdutória, se já não estiverem posicionados, os pares posicionam-se independentemente.


1ª FIGURA: (Vaneirão)


Os pares, enlaçados como na valsa, (iniciando peões com o pé esquerdo e prendas com o pé direito) executam sete passos de polca, em liberdade de direção como em um baile, tendo o último passo de polca concluído por um passo de juntar complementar.


2ª FIGURA: (Bate-pé pela direita)


O par, que continua enlaçado como na valsa, realiza mais ou menos, duas voltas em torno do próprio eixo, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação. Esse deslocamento é feito de maneira peculiar, pois agora, irão posicionar-se mais ou menos, com a lateral direita do corpo voltada um para o outro.


O peão, rodeando pelo sentido horário, realiza doze passos de polca (acentuados por batidas, geralmente, de toda planta), iniciados com o pé esquerdo, mais sete batidas alternadas de toda planta dos pés, também iniciadas pelo pé esquerdo, mais ou menos, no mesmo lugar e mesma posição que iniciou a figura.


As prendas, por sua vez, realizam sete passos de polca, iniciados pelo pé esquerdo, e mais um passo de juntar complementar. Sendo que durante os seis primeiros passos de polca, a prenda rodeia no sentido horário e o 7º passo de polca é realizado girando no sentido anti-horário, mais ou menos, sob seu próprio braço direito, e é concluído por um passo de juntar complementar.


3ª FIGURA: (Bate-pé pela esquerda)


O par, que ainda continua enlaçado como na valsa, realiza, mais ou menos, duas voltas em torno do próprio eixo, mais ou menos no mesmo lugar, respeitando o raio de ação. Posicionam-se agora, mais ou menos, com a lateral esquerda do corpo voltada um para o outro.


O peão, rodeando pelo sentido anti-horário, realiza doze passos de polca (acentuados por batidas, geralmente, de toda planta), iniciados com o pé direito, mais sete batidas alternadas de toda planta dos pés, também iniciadas pelo pé direito, mais ou menos, no mesmo lugar e mesma posição que iniciou a figura.


As prendas, por sua vez, realizam sete passos de polca, iniciados pelo pé direito, e mais um passo de juntar complementar. Sendo que durante os seis primeiros passos de polca, a prenda rodeia no sentido anti-horário e o 7º passo de polca é realizado girando no sentido horário, mais ou menos, sob seu próprio braço direito, e é concluído por um passo de juntar complementar.


Toda dança deve ser realizada no mínimo quatro vezes.


TIRANA DO OMBRO


Esta dança não é folclórica, nem tradicional. Trate-se apenas de uma criação coreográfica de Mario Vieira e Paixão Cortes. Foi dançada por primeira vez pelo Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição em 1953, no Teatro São Pedro em Porto Alegre, no espetáculo “Festa no Galpão”. Acabou tornando-se muito apreciada pelos gaúchos, dançada até os dias atuais em festivais e apresentações.


Passos básicos:


Bate-pé Simples (dois compassos), consiste em (Seis) batidas alternadas dos pés e é iniciando pelo pé esquerdo;


Sarandeio Interrompido (dois compassos), consiste em tomar da saia com ambas as mãos, suspendendo-a delicadamente, e executar quatro passos de marcha, iniciados com o pé direito, mais um passo de juntar complementar;


Sarandeio continuado pela esquerda do peão: (quatro compassos), tomada da saia com ambas as mãos, suspendendo-a delicadamente, executa doze passos de marcha, mais um passo de juntar complementar, iniciando com o pé direito, executando assim uma volta completa em torno do seu par. Sendo que, em passos de marcha, percorre o círculo imaginário mantendo seu par, a sua esquerda, e até o 8º passo de marcha a prenda realiza uma “mudança de posição do corpo”, pelo sentido horário, ficando brevemente, de costas para seu par, agora com seu par a sua direita, na sequencia, volta novamente a posição de frente a frente com seu par, até que retorne ao lugar (C) completando a volta;


Sarandeio continuado pela direita do peão: (quatro compassos), tomada da saia com ambas as mãos, suspendendo-a delicadamente, executa doze passos de marcha, mais um passo de juntar complementar, iniciando agora, com o pé esquerdo, executando assim uma volta completa em torno do seu par. Sendo que, em passos de marcha ela percorre o círculo imaginário mantendo seu par, a sua direita, e até o 8º passo de marcha a prenda realiza uma “mudança de posição do corpo”, pelo sentido anti-horário, ficando brevemente, de costas para seu par, agora com seu par a sua esquerda, na sequencia, volta novamente a posição de frente a frente com seu par, até que retorne ao lugar (C) completando a volta;


Sapateio interrompido (2 compassos);


Sapateio continuado (4 compassos);


Passos de marcha.


Posicionamento inicial: Para um melhor entendimento da dança, devemos traçar o que se pode chamar de campo de ação*. O par posiciona-se frente a frente a uma distância de aproximadamente quatro metros, que deve ser fracionada em seis partes, que chamaremos: Para os peões de (A, A’, A”) e para as prendas de (B, B’, B”). Ficando então, para o início da dança, peão no lugar (A) e prenda no lugar (B). Convém salientar que quando o par se encontrar nos lugares (A” e B”), respectivamente, teremos o “Centro Imaginário” que iremos chamar de lugar (C).


1ª FIGURA: (Avanços)


O peão realiza um avanço até o lugar (A’), através de um bate-pé interrompido, ou se preferir, pode realizar esse avanço através de um sapateio interrompido. A prenda por sua vez, realiza um avanço até o lugar (B’), através de um sarandeio interrompido. Os movimentos descritos anteriormente são repetidos, e assim, é dado um novo avanço até os lugares (A” e B”) respectivamente, a prenda continua tomando da saia, delicadamente com ambas mãos.


2ª FIGURA: (Recuo)


O peão recua pelo mesmo caminho percorrido na figura anterior, até o lugar (A’) através de um bate-pé interrompido, ou se preferir, um sapateio interrompido, enquanto a prenda, ainda tomando delicadamente da saia, com ambas as mãos, recua até o lugar (B’), mediante um sarandeio interrompido.


3ª FIGURA: (Giro em avanço)


O peão realiza um novo avanço até o lugar (A”), mediante a um bate-pé interrompido, conforme descrito anteriormente, ou um sapateio interrompido, só que desta vez, o que for escolhido, deve ser executado de forma que realize, um giro de volta inteira no sentido anti-horário, a partir da primeira marcação. A prenda, ainda tomando da saia com ambas as mãos de forma delicada, avança até o lugar (B”) mediante um gracioso sarandeio interrompido, iniciando agora, com o pé esquerdo, e desta vez, ao executá-lo, deve realizar um giro de volta inteira no sentido anti-horário, a partir do primeiro passo.


4ª FIGURA: (Girassol)


O par, frente a frente, peão no lugar (A”) e Prenda no lugar (B”), ou seja, lugar (C), executam respectivamente, dois sapateios continuados e dois sarandeios continuados:


O peão realiza os sapateios continuados, mais ou menos no mesmo lugar, mantendo a posição inicial, respeitando o raio de ação.


A prenda realiza um “sarandeio continuado pela esquerda do peão”, e em seguida realiza um “sarandeio continuado pela direita do peão”. Ambos, conforme a descrição dos (Passos básicos).


5ª FIGURA: (Canto)


O peão toma com sua mão direita a mão direita da prenda, e a faz girar sob seu próprio braço, no sentido anti-horário, a semelhança do giro de saudação, mediante quatro passos de marcha em curva mais um passo de juntar complementar. O peão, por sua vez, acompanha a movimentação da prenda realizando “pequenos deslocamentos” através de passos de marcha e/ou marcações de passos de marcha. Ao término desses movimentos, o peão alcança, agora, sua mão esquerda a mão esquerda da prenda, sob “as mãos direitas” com as quais, o par ainda está tomado. Ambos realizam um avanço do pé esquerdo, que deve ser levado à frente e em diagonal para a direita tomando o peso do corpo, afim de que o peão aproxime seu ombro esquerdo ao ombro esquerdo da sua prenda de forma romântica e graciosa, retornando em seguida o pé esquerdo, para mais ou menos juntar-se ao pé direito. O par volta à posição de frente a frente, mas ainda tomado por ambas às mãos.


O par deve se soltar da mão direita, mas permanecer ainda: peão com sua mão esquerda tomado da mão esquerda da prenda, e a faz girar, agora, sob seu próprio braço no sentido horário, a semelhança do giro de saudação, mediante quatro passos de marcha em curva mais um passo de juntar complementar.


O peão, por sua vez, acompanha a movimentação da prenda realizando “pequenos deslocamentos” através de passos de marcha e/ou marcações de passos de marcha.


Ao término desses movimentos, o peão alcança sua mão direita à mão direita da prenda, sob “as mãos esquerdas” com as quais, o par ainda está tomado, e ambos realizam um avanço do pé direito, que deve ser levado à frente e em diagonal para a esquerda, tomando o peso do corpo, afim de que o peão aproxime seu ombro direito ao ombro direito da sua prenda de forma romântica e graciosa. Ambos retornam o pé direito para que mais ou menos, venha se juntar ao pé esquerdo, o par volta à posição de frente a frente, e soltando-se das mãos, ou inteiramente soltos realizam um respeitoso cumprimento.


6ª FIGURA: (Deslocamento lateral “A”) ?


O par desloca-se lateralmente para esquerda do peão, através de dois (Bate-pés simples), enquanto a prenda o acompanha, deslocando-se pela sua direita, através de dois sarandeio simples, cada um, deve ser executado mediante quatro passos de marcha “cruzados”, mais um passo de juntar complementar.


O par retorna mais ou menos pelo mesmo caminho percorrido, ou seja, deslocando-se agora para a direita do peão, através de dois bate-pés continuados, e no 2º bate-pé, a partir da 1ª marcação, realiza um giro de volta inteira no sentido horário. A prenda, novamente, acompanha o deslocamento do peão, através de dois sarandeios simples para a sua esquerda, executados mediante quatro passos de marcha cruzados, mais um passo de juntar complementar, sendo que no segundo sarandeio simples, a prenda realiza um giro de volta inteira no sentido anti-horário a partir do 1º passo.


Repete-se a 4ª Figura;


Repete-se a 5ª Figura;


7ª FIGURA: (Deslocamento lateral “B”)


O peão se desloca lateralmente para a sua direita, através de dois (Bate-pés simples), enquanto a prenda o acompanha, deslocando-se pela sua esquerda, através de dois sarandeio simples, cada um, deve ser executado mediante quatro passos de marcha “cruzados”, mais um passo de juntar complementar.


O par retorna mais ou menos pelo mesmo caminho percorrido, ou seja, deslocando-se agora para a esquerda do peão, através de dois bate-pés continuados, e no 2º bate-pé, a partir da 1ª marcação, realiza um giro de volta inteira no sentido anti-horário. A prenda, novamente, acompanha o deslocamento do peão, através de dois sarandeios simples para a sua direita, executados mediante quatro passos de marcha cruzados, mais um passo de juntar complementar, sendo que no segundo sarandeio simples, a prenda realiza um giro de volta inteira no sentido horário a partir do 1º passo.


Repete-se a 4ª Figura;


Repete-se a 5ª Figura;


8ª FIGURA: (Recuo)


O peão realiza um recuo até o lugar (A’), através de um bate-pé interrompido, ou se preferir, pode realizar esse recuo através de um sapateio interrompido. A prenda por sua vez, realiza um recuo até o lugar (B’), através de um sarandeio interrompido. Os movimentos descritos anteriormente são repetidos, e assim, é dado um novo recuo até os lugares (A e B) respectivamente, a prenda continua tomando da saia, delicadamente com ambas as mãos.


9ª FIGURA: (Avanço)


O peão avança pelo mesmo caminho percorrido na figura anterior, até o lugar (A’) através de um bate-pé interrompido, ou se preferir, um sapateio interrompido, enquanto a prenda, ainda tomando delicadamente da saia, com ambas as mãos, avança até o lugar (B’), mediante um sarandeio interrompido.


O peão realiza um novo avanço até o lugar (A”), mediante a um bate-pé interrompido, conforme descrito anteriormente, ou um sapateio interrompido, só que desta vez, o que for escolhido, deve ser executado de forma que realize, um giro de volta inteira, no sentido anti-horário a partir da primeira marcação. A prenda, ainda tomando da saia com ambas as mãos, de forma delicada, avança até o lugar (B”) mediante um gracioso sarandeio interrompido, iniciando agora, com o pé esquerdo, e desta vez, ao executá-lo, deve realizar um giro de volta inteira no sentido anti-horário.


10ª FIGURA: (Final)


O par está posicionado no lugar (C), podendo optar por repetir a 4ª figura ou se preferirem, o peão e a prenda podem realizar, respectivamente, sapateios e sarandeios, livremente, durante os últimos oito compassos musicais.


VALSA DA MÃO TROCADA


Esta dança é mais uma variação da tradicional valsa com sua expressividade adaptada ao modo de dançar dos gaúchos.

Deve ser dançada ao som de uma valsa regionalista gaúcha.

Passos básicos: passos de valsa e marcações de passos de valsa.

Posicionamento inicial: durante a melodia introdutória os dançarinos, se já não estiverem postados, postam-se livremente no salão aguardando o início da dança.


1ª FIGURA: (Valseio)


Enlaçados, os pares deslocam-se livremente pelo salão, mediante passos de valsa.


2ª FIGURA: (Mão trocada “ida”)


Sabendo o número de compassos que será usado para que os pares executem a figura anterior, os dançarinos devem estabelecer em que momento da música dará início à nova figura. Podendo ser a bel prazer, desde que todos os dançarinos iniciem os movimentos que serão descritos ao mesmo tempo. Para tal, devem desenlaçar-se realizando um natural afastamento, assim, os pares estarão prontos para iniciar os movimentos da figura da “Mão trocada”.


Vamos descrever a maneira pela qual os pares irão se tomar das mãos, pois se trata de uma forma bem peculiar a essa dança, pois os pares realizam uma alternância no tomar das mãos, o peão alcança sua mão direita à mão direita da prenda, mais ou menos a altura do peito e a movimenta, levemente para baixo, a fim de alcançar, agora, a mão esquerda à mão esquerda da prenda, novamente, mais ou menos à altura do peito, e assim segue alternado o tomar das mãos.


Esses movimentos acontecem simultaneamente com passos de valsa e marcações de passos de valsa, executados da seguinte forma: o peão alcança sua mão direita à mão direita da prenda, simultaneamente ao primeiro movimento do passo de valsa, iniciado com o pé esquerdo, enquanto a prenda realiza uma marcação de valsa iniciada com o pé direito. Nesse momento o par movimentou-se no sentido horário, em seguida o peão deve alcançar sua mão esquerda à mão esquerda da prenda, em quanto realiza, agora, o primeiro movimento de uma marcação de passo de valsa, iniciado com o pé direito, enquanto a prenda realiza, agora, um passo de valsa iniciado com o pé esquerdo. Novamente o par desloca-se no sentido horário.


Os pares repetirão os passos de valsa, as marcações de passos de valsa, as “trocas de mãos” e o deslocamento mais três vezes, e quando o peão está realizando a marcação de passo de valsa, iniciada com o pé direito, nessa última repetição, o peão deve conduzir a prenda, ainda tomada pela mão direita, para que esta realize um giro de volta inteira no sentido anti-horário, mediante um passo de valsa, iniciado com o pé esquerdo. Esses passos e marcações são sempre executados lateralmente e girando.


3ª FIGURA: (Mão trocada “volta”)


O peão continua tomado (da mão direita da prenda com a sua mão direita) enquanto realiza a marcação de passo de valsa, iniciado com o pé esquerdo, e a prenda por sua vez realiza um passo de valsa iniciado com o pé direito. Nesse momento o par movimentou-se no sentido anti-horário.

Em seguida, para que novamente tenha início à “alternância das mãos”, o peão deve alcançar sua mão esquerda à mão esquerda da prenda, em quanto realiza o primeiro movimento do passo de valsa, iniciado com o pé direito, enquanto a prenda realiza, agora, uma marcação de passo de valsa iniciado com o pé esquerdo. O par desloca-se, agora, no sentido anti-horário.


Os pares repetirão os passos de valsa, as marcações de passos de valsa, as “trocas de mãos” e o deslocamento mais duas vezes, e quando o peão estiver realizando os últimos dois passos de valsa, realizados, agora, lateralmente e mais ou menos no mesmo lugar, iniciados primeiro com o pé esquerdo e depois com o pé direito, deverá conduzir a prenda, ainda tomada pela mão esquerda, para que esta realize um giro de volta inteira no sentido horário, mediante dois passos de valsa, iniciado o primeiro com o pé direito e o segundo com o pé esquerdo.


Os dançarinos poderão repetir a 1ª, 2ª e 3ª figura a bel prazer.


4ª FIGURA: (valseio)


Repete-se a 1ª Figura, agora, porém, os pares buscam a disposição de um círculo, onde os peões devem ficar com o ombro esquerdo voltado para o centro deste círculo e as prendas com o ombro direito também voltado para o centro.


5ª FIGURA: (Cadena “ida e volta”)


Sabendo o número de compassos que será usado para que os pares executem a figura anterior, o grupo deve estabelecer em que momento da música dará início à nova figura. Podendo ser a bel prazer, ou mediante a um comando, desde que, todos os dançarinos iniciem ao mesmo tempo, os movimentos que serão descritos.


Para tal, deve desenlaçar-se realizando um natural afastamento, ficando os pares prontos para iniciar os movimentos dessa figura.


Os dançarinos realizam um avanço, mediante passos de valsa, seguindo a linha imaginária do círculo, mas, em sentidos opostos, assim, em quanto os peões avançam no sentido anti-horário, as prendas deslocam-se, avançando no sentido horário.


Tomados pela mão direita, passam um pelo outro pela direita, mediante dois passos de valsa, em seguida, se tomam, agora, pela mão esquerda, passando, agora, um pelo outro, pela esquerda.


Assim, deverão seguir num verdadeiro “ziguezaguear”, passando um pelo outro, hora pela direita, hora pela esquerda. Esse avanço seguirá até que cada dançarino encontre seu respectivo par.


NOTA: Se o grupo estiver dançando com número “par” de pares, quando o par se reencontrar, os dançarinos voltam a se tomar pela mão direita, mais ou menos à altura dos ombros, enquanto o peão realiza uma espécie de contorno da prenda no sentido horário, mediante quatro passos de valsa, ela realiza, mais ou menos, sob seu próprio braço direito, um giro de volta inteira no sentido anti-horário, mediante dois passos de valsa iniciados primeiro com o pé direito e na sequência, mais dois passos de valsa seguindo o sentido horário.


Quando o grupo estiver dançando com número “impar” de pares e o par se reencontrar, os dançarinos se tomarão pela mão esquerda, mais ou menos à altura dos ombros, e enquanto o peão realiza uma espécie de contorno da prenda no sentido anti-horário, mediante quatro passos de valsa, ela realiza, mais ou menos, sob seu próprio braço esquerdo, um giro de volta inteira, no sentido horário, mediante dois passos de valsa iniciados primeiro com o pé direito e na sequência, mais dois passos de valsa seguindo o sentido anti-horário.


Independentemente do número de pares, após terem feito o movimento de contorno da sua prenda, os dançarinos devem seguir o “ziguezaguear” em sentidos opostos, peões no sentido horário e prendas no sentido anti-horário, novamente, deixando que o dançarino hora passe pela sua direita, hora passe pela sua esquerda.


Esse avanço seguirá até que cada dançarino encontre novamente seu respectivo par. Então, o peão deve tomar com sua mão direita à mão direita da prenda e mediante dois passos de valsa, posicionar-se, mais ou menos, no mesmo lugar e mesma posição que iniciou essa figura, enquanto a prenda, também mediante dois passos de valsa, realiza, mais ou menos, sob seu próprio braço, um giro no sentido anti-horário e também venha posicionar-se mais ou menos no mesmo lugar e posição que iniciou essa figura.


6ª FIGURA: (Valseio Final)


Repete-se a 1ª Figura até que termine a música.


Toda a dança poderá ser repetida a bel prazer, desde que seja respeitada a ordem descrita de cada figura, e que a dança termine durante a realização da 6ª Figura.